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Com relação aos mecanismos de coesão presentes no texto...

Feita a leitura do texto, responda às questões (13), (14) e (15):





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O CHEFE ESTÁ DE OLHO


O home office prometia liberdade aos funcionários, mas a realidade é bem diferente. Cada vez mais empresas usam softwares para monitorar os colaboradores - AMAURI SEGALA


A adoção do home office por empresas de diversos setores levou a uma série de análises apressadas. Alguns

especialistas disseram que os escritórios sumiriam do mapa (claro que houve uma transformação, mas o

desparecimento está longe). Outros afirmaram que o trabalho a distância impulsionaria os comércios locais,

já que, ao ficar mais tempo em casa, as pessoas realizariam maior parte de suas compras nos arredores da

residência. Isso não ocorreu por uma simples razão: com a explosão do comércio eletrônico, foram as

corporações gigantescas que mais se expandiram. A terceira projeção imprecisa diz respeito à liberdade para

cumprir a labuta diária. No trabalho a distância, cravaram os observadores corporativos, os profissionais

teriam liberdade para fazer o que bem entendessem, usufruindo do tempo da maneira que considerassem

adequada. Nada poderia ser mais falso do que a última premissa. No home office os funcionários nunca foram

tão vigiados pelas grandes companhias, que passaram a usar a tecnologia para fazer marcação cerrada nos

colaboradores. De certa forma, os chefes jamais estiveram tão atentos aos movimentos dos subordinados –

cada e-mail, conversa, site visitado ou relatório está na mira de quem manda.

[...] Para tornar o sistema mais rigoroso, os funcionários receberiam uma pontuação de acordo com as

informações coletadas pelo software. A ideia da Microsoft parecia tão radical – e recebeu tantas críticas – que

a companhia decidiu voltar atrás, abandonando o tal sistema de pontuação. “A liberdade de trabalho é uma

ficção do home office, diz o consultor Eduardo Tancinsky. “Por mais que o mercado tenha mudado nos últimos

anos, ainda é ousado dizer que o empregado disponha de maneira que quiser do seu tempo, incluindo não fazer

nada”.

[...] Até que ponto as empresas têm o direito de controlar o que os funcionários fazem no seu expediente?

Segundo a nova Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), o monitoramento deve ser limitado ao uso de dados

relacionados ao trabalho e não é permitido que as companhias tornem públicas as informações obtidas através

da vigilância. A avaliação de desempenho, porém, não está prevista nas novas regras da LGPD.

[...] O trabalho a distância, de fato, é uma tendência que veio para ficar. Não significa, porém, que o ambiente

de trabalho está revirado do avesso. Há desafios pela frente. [...] A tecnologia encurta caminhos e é forte

aliada, mas não traz resposta para tudo. Esse é um desafio que as empresas terão de superar. (Veja, 10/02/21)





Com relação aos mecanismos de coesão presentes no texto, destacam-se os seguintes pontos:


I- Alocução conjuntiva “já que” (linha 4) introduz uma informação cujo vínculo com a oração anterior é de finalidade.

II- O pronome demonstrativo “isso” (linha 5) remete à informação precedente – de que “as pessoas fariam compras nos arredores de casa”; logo, é um elemento referencial anafórico.

III- O grupo nominal “última premissa” (linha 9) remete à projeção de que os funcionários fariam o que quisessem trabalhando em casa; logo é um elemento referencial catafórico.

IV- O uso de termos como “colaboradores” (linha 11), “subordinados” (linha 11), “profissionais” (linha 7) na referência a “funcionários” evidencia o recurso da coesão lexical como importante recurso de textualidade.


É CORRETO o que se afirma apenas em:


A

I e II.


B

II e IV.


C

III.


D

||.


E

III e IV.