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As questões de 01 a 06 referem-se ao texto abaixo.
Variantes
O fofoqueiro
A fofoca e o seu promotor — o fofoqueiro — são responsáveis por muitas palavras. O ato de falar do outro tem tal importância cultural no Brasil que gerou um vocabulário com grau de especialização até requintado (no sul de Minas, por exemplo, dá-se o nome de “falazada” não a toda fofoca, só à que se espalhou).
Nos mais diferentes lugares, a nomenclatura muda, sem dispensar as palavras que são usadas para falar do fofoqueiro em todo o país. Entre girias caducas, regionalismos e sinônimos comuns a todo brasileiro, temos meia centena de termos para o mesmo fenômeno: de boquirroto a francelho, de gralhador a linguarudo, de matraca a vitrola, de tramela a tagarela, de lingua-solta a lingua-comprida.
Em tempos de celebridades televisivas, fofocar virou indústria bem-paga. Invadiu o meio corporativo, onde uma técnica de grupo chamada “cochicho” consiste em fazer uma pequena história ser contada de pessoa para pessoa, sem que o próximo saiba do que se trata. As distorções são inúmeras e a prova de que o fofoqueiro leva ao limite a idéia de que um mesmo fato nunca será repassado da mesma maneira.

Língua Portuguesa. Ano |, nº. 04, 2006, p.11.
Na produção de textos coesos são utilizados recursos que nos permitem omitir palavra ou elemento facilmente identificável. Em “à que se espalhou” o recurso coesivo explorado foi:
anáfora.
elipse.
hipérbato.
silepse.
pleonasmo.