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“Quem aprendeu a amar os livros tem a chave do conhecimento.”
Assinale a alternativa que apresenta corretamente a figura de linguagem que envolve a palavra destacada no trecho acima, bem como a sua descrição.
Eufemismo, suavizando a ideia de que o conhecimento é algo inevitável.
Pleonasmo, repetindo uma ideia apresentada anteriormente.
Ambiguidade, dando margem para interpretações opostas entre si.
Metáfora, representando a ideia de acesso a algo que não se atingiria tão diretamente.
Prosopopeia, atribuindo características humanas a um ser inanimado.
[...] degradação ambiental no entorno do parque, "uma ilha verde" cercada por áreas deterioradas por expansão urbana, monocultura e atividades agroindustriais.
Em relação ao termo destacado, é correto afirmar que:
Trata-se de metáfora, pois "uma ilha verde" não descreve uma ilha literal, mas representa figurativamente o parque como um núcleo de preservação isolado em meio à degradação ambiental ao seu redor.
Trata-se de comparação, pois a expressão estabelece relação explícita entre o parque e uma ilha real por meio de conectivo comparativo que evidencia semelhança estrutural.
Trata-se de metonímia, pois "uma ilha verde" designa o conjunto das espécies que habitam o parque, referindo-se à parte para nomear o todo.
Trata-se de personificação, pois "uma ilha verde" atribui ação ou comportamento humano ao parque, sugerindo que ele reage à degradação ambiental por estar cercado de áreas deterioradas.
“O pensamento é a ponte que o corpo constrói a fim de chegar ao objeto do seu desejo.”
Assinale a alternativa que apresenta a figura de linguagem sob a qual é empregada a palavra destacada no trecho acima.
Prosopopeia
Metonímia
Metáfora
Catacrese
Pleonasmo
A anáfora é uma figura de linguagem que contribui para o processo expressivo e sintático do texto. Nesse sentido, assinale, a seguir, o trecho em que há emprego de anáfora.
“O mais contraditório é que as soluções já existem.” (9º§).
“Sem ela, o Brasil seria mais quente, mais seco, mais caro e muito mais vulnerável, [...]” (3º§).
“Um exemplo é o Parque de Bioeconomia, concebido como um hub de pesquisa, negócios sustentáveis e transformação de ativos da floresta em oportunidades econômicas [...]” (5º§).
“Não se trata apenas da perda de uma floresta, mas do colapso de um sistema que regula chuvas, estabiliza temperaturas, alimenta rios, garante energia e sustenta a agricultura em grande parte do país.” (2º§).
As figuras de linguagem são recursos expressivos que exploram usos não literais ou não convencionais da língua, afastando-se da norma referencial para potencializar sentidos, produzir efeitos estéticos, intensificar emoções, condensar significados ou provocar estranhamento.
Nesse sentido, assinale a alternativa que apresenta um exemplo de hipérbato.
Das lembranças antigas, guardava poucas.
Que ótima ideia chegar atrasado à prova.
Esperei uma eternidade por aquela resposta.
Ele partiu desta vida.
Havia muitas bocas para alimentar.
Assinale a alternativa que apresenta, correta e respectivamente, as figuras de linguagem correspondentes aos trechos sublinhados no texto anterior.
Paradoxo – personificação – gradação.
Hipérbole – metonímia – metáfora.
Eufemismo – metáfora – gradação.
Hipérbole – personificação – metonímia.
Paradoxo – metonímia – metáfora.
Texto para análise:
"As mãos daquele operário, calejadas pela lida árdua, eram o único sustento de uma numerosa prole. Para ele, cada tijolo erguido não era apenas barro cozido, mas um degrau de esperança. Entretanto, ao cair da tarde, o cansaço — esse monstro invisível — sorria-lhe com crueldade, enquanto a cidade mergulhava em um silêncio ensurdecedor."
No fragmento acima, os termos destacados ou as ideias apresentadas configuram processos estilísticos que conferem expressividade à narrativa. Assinale a alternativa que classifica, correta e respectivamente, as figuras de linguagem presentes nas expressões em negrito.:
"As mãos... eram o único sustento"
"o cansaço... sorria-lhe"
"silêncio ensurdecedor"
Metáfora — Prosopopeia — Antítese.
Metonímia — Personificação — Paradoxo.
Sinédoque — Hipérbole — Paradoxo.
Metáfora — Eufemismo — Antítese.
No trecho: "a instituição deixa de ser espaço de cuidado e se torna máquina de normalização", o autor utiliza um recurso expressivo para caracterizar a desumanização do hospital. A figura de linguagem presente no termo em destaque é:
metonímia.
eufemismo.
hipérbole.
metáfora.
Analise os trechos a seguir para verificar a INCORRETA associação com a figura de linguagem neles presente, indicada didaticamente nos trechos grifados:
“Pintaram os Antigos ao amor menino; e a razão, dizia eu o ano passado, que era porque nenhum amor dura tanto que chegue a ser velho.” (Pe. Antônio Vieira, Sermão do Mandato) – Metáfora
“O alegre do dia entristecido,
O silêncio da noite perturbado
O resplendor do sol todo eclipsado,
E o luzente da lua desmentido!” (Gregório de Matos, Ao dia do Juízo) – Antítese
“Ofendi-vos, meu Deus, é bem verdade,
É verdade, Senhor, que hei delinquido,
Delinquido vos tenho, e ofendido,
Ofendido vos tem minha maldade.” (Gregório de Matos, Atos de arrependimento e suspiros de amor) – Anadiplose
“Amoroso desdém num belo agrado,
No mais duro ferir um doce jeito,
Tirania suave em brando aspeito,
Olhos de fogo em coração nevado,” (Antônio Barbosa Bacelar, Fênix Renascida) – Quiasmo
“Se apartada do corpo a doce vida,
Domina em seu lugar a dura morte,
De que nasce tardar-me tanto a morte
Se ausente da alma estou, que me dá vida?” (Sóror Violante do Céu, Se Ausente da Alma Estou, que me Dá Vida?) – Paradoxo
Na citação “Estamos esperando há séculos.”, há a presença de uma figura de linguagem. Assinale a alternativa que apresenta essa figura:
Ironia
Eufemismo
Hipérbole
Paradoxo
Metáfora
Assinale a alternativa correta quanto à classificação da figura de linguagem.
Os versos “Como quem ouve uma sinfonia/ De silêncios e de luz” são exemplos de metáfora.
Os pares formados pelas seguintes palavras: silêncio e som; medo e desejo; dia e noite; não e sim representam antíteses no texto.
Os versos “A vida é mesmo assim/ Dia e noite, não e sim”, são exemplos de sinestesia.
Em “Tudo o que cala fala mais alto ao coração” há um exemplo de hipérbole.
A metonímia é uma figura de linguagem que apresenta mudança de significado por relação de proximidade entre ideias. Com base nos tipos de metonímia, numere os parênteses da coluna A de acordo com os fenômenos semânticos relacionados na coluna B:
Coluna A
1.O efeito pela causa
2.Continente pelo conteúdo
3.Parte pelo todo.
4.Matéria pelo objeto.
Coluna B
(__)Passe-me a farinha, disse o convidado sentado à mesa para o jantar.
(__)Algumas indústrias despejam a morte nos rios.
(__)Os cristais tiniam na bandeja de prata.
(__)Ele possuía inúmeras cabeças de gado.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência numérica correta.
2, 1, 4, 3.
1, 4, 2, 3.
2, 4, 3, 1.
1, 2, 3, 4.
"O mar captura a nossa atenção de forma natural e sem grande esforço."
As figuras de linguagem consistem em recursos expressivos que se afastam do significado literal das palavras para produzir efeitos de estilo, emoção ou destaque, tornando a comunicação oral e escrita mais rica e expressiva.
No trecho, observa-se uma figura de linguagem denominada:
Hipérbole.
Eufemismo.
Metonímia.
Catacrese.
Prosopopeia.
Leia o texto a seguir.
A violeta é introvertida e sua introspecção é profunda. Dizem que se esconde por modéstia. Não é. Esconde-se para poder captar o próprio segredo. Seu quase não-perfume é glória abafada mas exige da gente que o busque. Não grita nunca o seu perfume. Violeta diz levezas que não se podem dizer.
LISPECTOR, Clarice. Água Viva. Rio de Janeiro: Rocco, p. 53, 1998.
Na descrição poética que a narradora faz sobre a flor violeta, predomina a figura de linguagem
hipérbole.
eufemismo.
aliteração.
prosopopeia.
Leia atentamente o texto a seguir, para responder a questão número 2.
ANTÍFONA
Ó formas alvas, brancas, formas claras
De luares, de neves, de neblinas!
Ó formas vagas, fluídas, cristalinas...
Incensos dos turíbulos das aras
Formas do amor, constantemente puras,
De Virgens e de Santas vaporosas...
Brilhos errantes, mádidas frescuras
E dolências de lírios e de rosas.
Indefiníveis músicas supremas,
Harmonias da Cor e do Perfume...
Horas do ocaso, trêmulas, extremas,
Réquiem do Sol que a Dor da Luz resume...
Visões, salmos e cânticos serenos,
Surdinas de órgãos flébeis, soluçantes...
Dormências de volúpicos venenos
Sutis e suaves, mórbidos, radiantes...
Nos versos “Ó formas vagas, fluídas, cristalinas...” e “Harmonias da Cor e do Perfume...” está presente a figura de linguagem indicada abaixo:
Metáfora
Paradoxo
Metonímia
Sinestesia
A expressão “morrer é entrar noutra” exemplifica o uso de:
metonímia, por substituir o ato de morrer pela transição para outra forma de ser.
hipérbole, por intensificar a experiência do morrer como gesto de transformação.
eufemismo, por suavizar a ideia de fim sem eliminar seu sentido simbólico.
ironia, por contrapor vida e morte em tom ambíguo e provocativo.
metáfora, pela morte se definir como passagem e não como aniquilamento.
O gênero lírico costuma enfatizar a expressão subjetiva e a construção de efeitos de sentido por meio de linguagem conotativa, ritmo e musicalidade, recorrendo com frequência a recursos de sonoridade e repetição.
Assinale a alternativa que apresenta figuras de linguagem associadas a esses efeitos no texto lírico.
Hipérbato, elipse, silepse e zeugma.
Metáfora, sinestesia, aliteração e anáfora.
Ironia, paradoxo, antítese e eufemismo.
Catacrese, metonímia, pleonasmo e perífrase.
Enumeração, gradação, paralelismo sintático e polissemia.
Leia o texto a seguir.
Marcela amou-me durante quinze meses e onze contos de réis; nada menos. Meu pai, logo que teve aragem dos onze contos, sobressaltou-se deveras; achou que o caso excedia as raias de um capricho juvenil.
— Desta vez, disse ele, vais para a Europa; vais cursar uma Universidade, provavelmente Coimbra; quero-te para homem sério e não para arruador e gatuno. E como eu fizesse um gesto de espanto: — Gatuno, sim senhor; não é outra coisa um filho que me faz isto...
Sacou da algibeira os meus títulos de dívida, já resgatados por ele, e sacudiu-mos na cara. — Vês, peralta? é assim que um moço deve zelar o nome dos seus? Pensas que eu e meus avós ganhamos o dinheiro em casas de jogo ou a vadiar pelas ruas? Pelintra! Desta vez ou tomas juízo, ou ficas sem coisa nenhuma.
ASSIS, Machado de. Memórias póstumas de Brás Cubas. São Paulo: Ateliê Editorial, 2001.
No trecho “Marcela amou-me durante quinze meses e onze contos de réis; nada menos”, o sentido produzido pelo enunciado resulta, sobretudo, de um mecanismo discursivo que permite ao leitor compreender que o amor está sendo tratado sob um efeito de sentido caracterizado pela
ironia, pois o narrador associa de forma crítica e implícita a duração do relacionamento ao montante financeiro envolvido.
polissemia, pois a palavra amor apresenta múltiplos sentidos possíveis, que são válidos no contexto do fragmento.
comparação, uma vez que o sentimento amoroso é comparado ao valor monetário recebido pelo narrador.
hipérbole, uma vez que o narrador relativiza a relação entre o sentimento amoroso e o valor financeiro para retratar o efeito expressivo do enunciado.

Disponível em <https://portovelhomeudengo.com.br/2017/04/07/a-preguica-e-a-mae-de-todos-osvicios/>.
No quadrinho acima, a expressão “A preguiça é a mãe de todos os vícios” apresenta a seguinte figura de linguagem:
pleonasmo.
catacrese.
ironia.
metáfora.
metonímia.
No trecho "Recebemos um disco voador do chão, que jamais decolava, que falava inglês e ruminava a sujeira.", a construção imagética opera por meio de recursos expressivos que intensificam o efeito irônico do texto. Considerando o funcionamento semântico-discursivo dessas figuras, assinale a alternativa que identifica corretamente o procedimento predominante na caracterização do robô aspirador, sem desconsiderar a articulação entre os elementos do enunciado.
O trecho exemplifica sinédoque progressiva, na qual partes funcionais do equipamento representam sua totalidade operacional de modo simbólico.
A construção baseia-se em catacrese sucessiva, uma vez que termos figurados substituem denominações técnicas inexistentes para o objeto referido.
O efeito expressivo resulta de metonímia combinada com hipérbole, visto que o aparelho é nomeado por sua forma circular e exagera-se sua capacidade funcional.
A caracterização decorre de metáfora associada à personificação, pois o objeto é comparado implicitamente a um disco voador e recebe atributos próprios de seres animados.