Questões de Concurso sobre Figuras de linguagem

 
 
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Na frase “O autor suavizou a crítica ao empregar termos menos diretos” percebemos a seguinte figura de linguagem:


A

Metáfora.


B

Hipérbole.


C

Eufemismo.


D

Antítese.

Na frase “Caboclo gosta mesmo é da orgia da mata”, a linguagem assume um tom de:


A

hipérbole — destaque exagerado à ausência de civilidade e contenção moral.


B

ironia — expressão de desprezo pelo modo de vida rústico do homem rural.


C

comparação — relação explicita de semelhança entre floresta e desordem moral.


D

metáfora — associação simbólica da natureza ao prazer e à plenitude dos sentidos.


E

eufemismo — suavização do contato físico com o ambiente natural.

Assinale a alternativa INCORRETA a respeito das figuras de linguagem:


A

A metáfora estabelece relação de semelhança implícita.


B

A metonímia ocorre por relação de contiguidade semântica.


C

A ironia depende necessariamente de marcas linguísticas explícitas.


D

A hipérbole caracteriza-se pelo exagero expressivo.


E

O eufemismo atenua uma expressão de sentido negativo.

Aludindo-se a figuras de linguagem, relacione a Coluna I com a Coluna II identifique a alternativa correta.


Coluna I.


A- Metáfora.

B- Hipérbato.

C- Pleonasmo.

D- Elipse.

E- Silepse.


Coluna II.


1- Aurora viu com seus próprios olhos.

2- Morreu o papa.

3- Na praça, crianças brincando.

4- V. Ex.ª é bondoso.

5- A Amazônia é o pulmão do mundo.


A

A (2) – B (4) – C (3) – D (1) – E (5).


B

A (3) – B (5) – C (2) – D (4) – E (1).


C

A (5) – B (2) – C (1) – D (3) – E (4).


D

A (4) – B (1) – C (5) – D (2) – E (3).

Em relação às figuras de linguagem presentes no texto, assinale a alternativa INCORRETA.


A

A expressão “botão de ligar” (l. 20) constitui uma comparação explícita, pois a região promotora do gene é equiparada a esse objeto por meio do conectivo comparativo “como”.


B

O uso da expressão “usinas de energia” (l. 27-28) para fazer referência às mitocôndrias configura uma metonímia, uma vez que associa essa organela a sua função por contiguidade de sentido.


C

As expressões “modo de emergência” (l. 36) e “surdo” (l. 45) são apresentadas entre aspas para indicar que são usadas em sentido conotativo, aproximando conceitos científicos da experiência cotidiana.


D

Em “quando o órgão está sufocado pela gordura” (l. 44), há emprego de prosopopeia, atribuindo ao órgão uma condição característica de seres vivos para representar o seu comprometimento funcional.

No excerto: “acabei perdendo a paciência com a funcionária, pois, pela milésima vez (obviamente uma hipérbole), precisava reclamar do preço errado” (linhas 14 e 15), o autor explica o uso da hipérbole. Ao longo do texto, o autor utiliza outras figuras de linguagem. Leia os excertos abaixo e identifique as figuras predominantes:


I. “Aquela atendente do caixa poderia racionalizar seu desvio de conduta e até dormir em paz, mas nenhum servidor público com estabilidade terá aquele atenuante.”

II. “Nenhum servidor público pode ser coagido a realizar um malfeito por medo de perder seu sustento.”

III. “Talvez aquela funcionária tivesse que optar entre o certo e o errado, tendo como pano de fundo a sobrevivência dos próprios filhos.”


Assinale a alternativa que associa CORRETAMENTE cada expressão destacada à figura de linguagem:


A

I – metáfora; II – eufemismo; III – metáfora


B

I – metáfora; II – hipérbole; III – comparação


C

I – hipérbole; II – metáfora; III – ironia


D

I – eufemismo; II – ironia; III – metonímia.

Acerca do uso de figuras de linguagem no texto, o autor,


I. ao falar em “culto à saúde” (último parágrafo), em vez de “cuidado com a saúde”, retoma o caráter religioso da Antiguidade, mas agora para dizer que essa prática foge à razoabilidade.

II. com “personificava a dádiva do pai” (1º parágrafo), torna evidente a relação de causalidade entre a medicina e a nosotrofia.

III. com “pano de fundo” (5º parágrafo), isto é, a tela do palco, refere-se ao contexto semelhante em que os acontecimentos se inserem nas duas épocas.


Está correto o que consta APENAS de


A

I.


B

II.


C

I e II.


D

I e III.


E

II e III.

A expressão carteira cheia, sublinhada e em destaque no texto, constitui qual figura de linguagem?


A

Metonímia.


B

Pleonasmo.


C

Eufemismo.


D

Ironia.


E

Hipérbole.

A repetição do termo 'pulsa' no título e na última frase do texto ('que as pulsações do Cerrado continuem a ecoar vida') configura uma figura de linguagem conhecida como anáfora, cujo objetivo é reforçar a ideia de vitalidade e necessidade de continuidade da existência do bioma.


C

Certo


E

Errado

No texto, utiliza-se o termo defensivos agrícolas em vez de agrotóxicos. Nesse contexto, qual é a figura de linguagem e seu efeito de sentido para a situação?


A

Hipérbole, visando exagerar as ameaças ambientais.


B

Ironia, empregada para contestar a ingenuidade dos produtores rurais.


C

Eufemismo, suavizando o impacto negativo dos venenos aplicados nas lavouras.


D

Metonímia, substituindo o conceito da causa pelo efeito provocado.

As figuras de linguagem constituem recursos expressivos que enriquecem a construção do texto, conferindo maior expressividade e efeito estético à linguagem. Com base na denominação das figuras de linguagem, analise os enunciados a seguir:


I.Despertou-me um som colorido.

II.Era uma beleza fria.

III.As falas sentidas, que os olhos falavam.


A figura de linguagem presente nas três frases é denominada:


A

Pleonasmo.


B

Sinestesia.


C

Eufemismo.


D

Hipérbole.

TEXTO I


POR QUE O EMPREGADO AGORA É COLABORADOR?


A estreia da segunda temporada da magnífica série “Ruptura” nos dá a oportunidade de refletir sobre o

mais bem-sucedido eufemismo corporativo do nosso tempo: “colaborador”.

Na comédia distópica dirigida por Ben Stiller, a poderosa Lumon, empresa-polvo de estética fascista,

mantém um departamento em que empregados se submetem voluntariamente a um experimento radical

5 de alienação do trabalho. Por meio do implante de um chip cerebral, têm suas memórias bifurcadas: fora

da empresa, nada sabem do que fazem lá dentro; quando estão dentro, ignoram a vida que levam fora.

São os colaboradores perfeitos.

No mundo em que o chip da Lumon ainda não existe (que se saiba), cabe à linguagem o mesmo

trabalho. Em sites uníssonos, a velha turma do setor de Recursos Humanos – também renomeado

10 para “gestão de pessoas” – explica que a palavra empregado tornou-se arcaica. Empresas modernas

contratam colaboradores.

Um parêntese: a CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) continua a chamar de empregado quem, não

detendo meios de produção, trabalha em troca de salário. Claro que para os gurus do colaboracionismo,

interessados em sucatear a CLT, isso só atesta a beleza de sua “novilíngua”. Cito um desses manuais:

15 “Enquanto o empregado, em dias atuais, chega na empresa, faz o seu trabalho e vai embora, o colaborador

tem a consciência da sua importância na organização, possui uma visão sistêmica do seu setor ou da

empresa como um todo, incluindo suas metas e objetivos, e não mede esforços para ‘colaborar’ com isso”.

Ênfase em “não mede esforços”!

Não se chegou de um dia para o outro a esse nível de cinismo no mascaramento da natureza dos

20 contratos de trabalho firmados entre partes desiguais – patrões de um lado, empregados do outro. O

percurso linguístico rumo ao colaborador incluiu um estágio em que se favoreceu a palavra funcionário

(por tradição mais usada para o empregado do setor público) e até desvios burlescos como o de chamar

empregadas domésticas de secretárias.

Também é parte desse fenômeno a onda de eufemização que varreu o mundo de meio século para cá –

25 puxada, nesse caso, por setores progressistas da sociedade. Hoje em dia, a menos que você seja um ogro

de extrema direita, é bem difícil contestar a ideia de que acolchoar os atritos da realidade com palavras

bonitas – substituindo “mendigo” por “pessoa em situação de rua”, por exemplo – melhora a vida das

pessoas. Mesmo que elas continuem sem ter onde morar.

O eufemismo pode ser um aliado do processo civilizatório, como prova a sacada brilhante do primeiro

30 hominídeo que anunciou que iria “dar um pulo ali na moita”. Pode também ser – o que talvez seja mais

frequente – pura embromação. É preciso examinar caso a caso. O eufemismo da atual consagração de

colaborador como sinônimo preferível de empregado está claramente a serviço do desmonte de um

aparato histórico de proteção dos direitos dos trabalhadores.

Ainda melhor do que ser colaborador, claro, é dar dinheiro para um coach e virar “empreendedor

35 individual”. Mas esse chip os laboratórios da Lumon ainda estão aperfeiçoando. Deve ficar para a

terceira temporada.


SÉRGIO RODRIGUES

Adaptado de folha.uol.com.br, 15/01/2025.



Os títulos dos textos I e II apontam para abordagens diferentes de um mesmo tema. No primeiro, o título resume a tese principal. No segundo, o substantivo que compõe o título remete à conclusão final.


Esse substantivo expressa a seguinte figura de linguagem:


A

metáfora


B

paradoxo


C

hipérbole


D

prosopopeia

No trecho “Durante aquele evento, ela esboçava uma alegria dolorosa. Em sua mente dizia –Meu Deus, mostre-me uma solução porque parece que vivo sem viver em mim”, assinale a alternativa que apresenta respectivamente as corretas figuras de pensamento.


A

Paradoxo – Prosopopeia – Antítese.


B

Antítese – Apóstrofe – Paradoxo.


C

Ironia – Vocativo – Metáfora.


D

Prosopopeia – Antonomásia – Ironia.


E

Hipérbole – Apóstrofe – Metonímia.

Aludindo-se a figuras de linguagem, relacione a Coluna I com a Coluna II e identifique a alternativa correta.


Coluna I.

A- Eufemismo.

B- Antítese.

C- Hipérbole.

D- Metáfora.

E- Prosopopeia.


Coluna II.

1- Minha fome é tanta, que comeria um boi.

2- O fogo que aquece é o mesmo que queima.

3- Esta criança é um anjo.

4- A neblina abraçou a rodovia.

5- Ele pegou emprestado, sem avisar.


A

A (3) – B (5) – C (2) – D (4) – E (1).


B

A (4) – B (1) – C (5) – D (2) – E (3).


C

A (5) – B (2) – C (1) – D (3) – E (4).


D

A (2) – B (4) – C (3) – D (1) – E (5).

No trecho “Que a vida possa, como o amor do poeta Vinicius de Moraes, ser infinita enquanto dure”, há o uso de


A

comparação, ao relacionar vida e amor por meio do conectivo “como”.


B

hipérbole, ao exagerar sobre a duração da vida.


C

ironia, ao sugerir que a vida é infinita.


D

metáfora, ao comparar vida e amor.

"Uma ferramenta que alguns animais usam para descobrir se vale a pena correr o risco é a aprendizagem social."


O emprego do vocábulo 'ferramenta' no trecho configura uma figura de linguagem denominada:


A

Antítese, pois contrapõe o conceito de 'ferramenta' ao conceito de 'risco', estabelecendo contraste entre os dois termos.


B

Hipérbole, pois exagera a importância da aprendizagem social para os animais, atribuindo a ela um valor desproporcional à realidade.


C

Personificação, pois atribui à aprendizagem social características humanas, tornando-a um agente ativo no comportamento dos animais.


D

Metáfora, pois equipara a aprendizagem social a uma ferramenta, sem conectivo comparativo, por transferência do campo físico ao cognitivo.

A metonímia é uma figura de linguagem que apresenta mudança de significado por relação de proximidade entre ideias. Com base nos tipos de metonímia, numere os parênteses da coluna A de acordo com os fenômenos semânticos relacionados na coluna B:


Coluna A


1.O efeito pela causa

2.Continente pelo conteúdo

3. Parte pelo todo.

4. Matéria pelo objeto.


Coluna B


( )Passe-me a farinha, disse o convidado sentado à mesa para o jantar.

( )Algumas indústrias despejam a morte nos rios.

( )Os cristais tiniam na bandeja de prata.

( )Ele possuía inúmeras cabeças de gado.


Assinale a alternativa que apresenta a sequência numérica correta.


A

1, 2, 3, 4.


B

2, 1, 4, 3.


C

2, 4, 3, 1.


D

1, 4, 2, 3.

LEIA A CHARGE PARA RESPONDER:


Imagem associada para resolução da questão


CABRAL, Ivan. Blog Sorriso Pensante: humor gráfico e derivados. Disponível em: https://www.ivancabral.com/. Acesso em: 05 jan. 2026.


Na charge, a linguagem visual expressa o sentido crítico do texto por meio da figura de linguagem:


A

Metáfora, ao representar simbolicamente por meio do abismo o distanciamento entre a escola pública e a universidade.


B

Metonímia, ao destacar a escola pública e a universidade como parte dos problemas educacionais como um todo.


C

Catacrese, ao denotar o termo “abismo” como designação necessária para uma realidade sem nome específico.


D

Hipérbole, ao ampliar visualmente a relação entre as instituições de ensino para intensificar a crítica social.


E

Eufemismo, ao atenuar a desigualdade educacional por meio de uma imagem simbólica.

No segmento “[...], 2 milhões delas ainda não entraram na conta.” (linhas 26 e 27), verifica-se um recurso expressivo que afasta momentaneamente o Texto da linguagem estritamente técnica. Esse efeito estilístico ocorre por meio de:


A

Eufemismo, ao suavizar a gravidade da doença.


B

Hipérbole, ao exagerar deliberadamente os números apresentados.


C

Prosopopeia, ao atribuir ação humana aos números estatísticos.


D

Antítese, ao aproximar ideias semanticamente opostas.


E

Metáfora, ao empregar expressão relacionada ao campo semântico da contabilidade para tratar da subnotificação.

   
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