Leia o texto a seguir para responder às questões de 14 a 16.
TEXTO 4
- Era uma vez um escorpião que estava na beira de um rio, quando a vegetação da margem
- começou a queimar. Ele ficou desesperado, pois, se pulasse na água, morreria afogado e, se
- permanecesse onde estava, morreria queimado. Nisso, viu um sapo que estava se preparando para saltar
- no rio e, assim, livrar-se do fogo. Pediu-lhe, então, que o transportasse nas costas para o outro lado. O
- sapo respondeu-lhe que não faria de jeito nenhum o que ele estava solicitando, porque ele poderia dar-lhe
- uma ferroada, levando-o à morte por envenenamento. O escorpião retrucou que o sapo precisaria guiar-se
- pela lógica; ele não poderia dar-lhe uma ferroada, pois, se o sapo morresse, ele também morreria, porque
- se afogaria. O sapo disse que o escorpião estava certo e concordou em levá-lo até a outra margem. No
- meio do rio, o escorpião pica o sapo. Este, sentindo a ação do veneno, vira-se para aquele e diz que só
- gostaria de entender os motivos que fizeram que ele o picasse, já que o ato era prejudicial também ao
- escorpião. Este, então, responde que simplesmente não podia negar sua natureza.
Narrativa popular. In: SAVIOLI, Francisco Platão e FIORIN, José Luiz. Lições de texto: leitura e redação. 5. ed. São Paulo: Ática, 2006. p. 87.