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Leia o texto para responder às questões 8, 9 e 10.
Dona Doida
Adélia Prado
Uma vez, quando eu era menina, choveu grosso
com trovoadas e clarões, exatamente como chove agora.
Quando se pôde abrir as janelas,
as poças tremiam com os últimos pingos.
Minha mãe, como quem sabe que vai escrever um poema,
decidiu inspirada: chuchu novinho, angu, molho de ovos.
Fui buscar os chuchus e estou voltando agora,
trinta anos depois. Não encontrei minha mãe.
A mulher que me abriu a porta riu de dona tão velha,
com sombrinha infantil e coxas à mostra.
Meus filhos me repudiaram envergonhados,
meu marido ficou triste até a morte,
eu fiquei doida no encalço.
Só melhoro quando chove.
PRADO, Adélia. 2020. Disponível em: https://www.record.com.br/3-poemas-de-adelia-pradohomenageada-do-jabuti-2020/. Acesso em 14 jun. 2021.
Considere os versos: “Uma vez, quando eu era menina, choveu grosso com trovoadas e clarões, exatamente como chove agora.” Assinale a alternativa em que, conforme a gramática tradicional, está CORRETA quanto ao tempo e o modo verbal do verbo “chover”.
Choveu: Pretérito perfeito do indicativo. Chove: Presente do indicativo.
Choveu: Pretérito imperfeito do indicativo. Chove: Presente do subjuntivo.
Choveu: Pretérito mais que perfeito do subjuntivo. Chove: Futuro do pretérito.
Choveu: Pretérito perfeito do subjuntivo. Chove: modo imperativo.