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Leia o que dizem FARACO e MARCUSCHI sobre a fala:
“Para ele [o falante], a realidade lingüística não se apresenta primordialmente como um sistema gramatical abstrato, mas como um mundo de vozes e suas relações de aceitação e recusa, suas convergências e divergências, suas harmonias e seus conflitos, suas intersecções e hibridizações.”(Faraco, 1998)
“A fala é uma atividade muito mais central do que a escrita, no dia-a-dia da maioria das pessoas. Contudo, as instituições escolares dão à fala atenção quase inversa à sua centralidade na relação com a escrita.” (Marcuschi, 1997)
Com base nesses fragmentos, sobre o trabalho pedagógico é correto afirmar:
a preocupação da escola, em relação à oralidade, deve ser a de ensinar as normas prescritivas da língua oral.
os usos orais da língua estão tão ligados à vida de cada um, que nem precisariam ser matéria de sala de aula.
a finalidade da escola não é opor a fala à escrita, mas mostrar em que elas diferem uma da outra, em que contextos são preferidos cada registro, quais são as suas potencialidades.
sendo o lugar privilegiado para a violação das regras da gramática, na fala todos os erros são permitidos, porque ela está acima das prescrições gramaticais.
o mais importante recurso no trabalho com a oralidade nas aulas de língua materna é a oralização de materiais escritos, como, por exemplo, as dramatizações.