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Leia o texto.
Abismo azul
Chovera toda a noite. O peso da água sobre o nosso telhado fazia com que uma poeira úmida baixasse sobre minha rede, borrifando-me levemente o rosto. Assim adormeci sob o troar* do aguaceiro, como se viajasse num mar tempestuoso.
O dia, porém, amanheceu límpido. Tomei café e saí descalço caminhando pela rua de barro, onde ainda se viam restos de chuva da noite.
Ao chegar ao Campo do Ourique, onde o chão era de areia firme, deparei-me com uma grande poça d’água transparente. Quis entrar nela, mas, ao ensaiar o passo, detive-me em pânico: tinha diante de mim um abismo tão fundo quanto o céu azul sem nuvens que a água refletia.
Logo me refiz do susto e entrei na poça. Meus pés levantaram o barro do fundo que turvou a água e apagou a imagem vertiginosa daquele céu de verão.
(Ferreira Gullar)
* soar
Assinale a alternativa que mostra corretamente o plural do adjetivo.
Ele olhava as águas turvas.
Colocou os pés na poça e a turvou.
Os campos, naquele dia, estava molhado.
Um abismo celeste e azul fazia os meninos brincarem.
As estrelas do céu azul, lindo de perder o fôlego, refletiram na água.