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A oralidade, assim como a escrita/multissemiose, é uma prática discursiva de interação entre os sujeitos, de posição enunciativa diante das situações sociais concretas de comunicação verbal.
Acerca do trabalho com a oralidade/escuta, é CORRETO afirmar que:
A entonação, a prosódia, a gestualidade, a repetição, as pausas, a hesitação, a correção, o riso, entre outros, são traços característicos da leitura. É comum também, num ato de enunciação mais formal, o locutor buscar a atenção do interlocutor à escuta ativa.
A esfera na qual circula o discurso, o gênero do discurso, o auditório (interlocutores) são elementos que orientam o falante acerca das escolhas lexicais, do tom de fala, da postura corporal, entre outros aspectos relacionados à oralidade.
O ato de fala se dá entre interlocutores, o que significa dizer que se trata somente de interação face a face, uma vez que esse ato também pode se dar por meio de oralização para filmagem, para gravação sonora e escuta posterior ao momento da enunciação, mas sempre sustentado em um propósito comunicativo.
No trabalho com a oralidade, é importante que o professor, a partir de uma situação específica de interação, não evidencie a diferença entre a fala espontânea em situações informais de comunicação e a fala mais formal, culturalmente esperada em determinadas situações de interação verbal.
Os traços característicos da oralidade podem ser tão usuais quando a enunciação está pautada por uma produção escrita para dar suporte ao ato de fala, por uma situação mais formal de produção do discurso, por um tipo de auditório social, enfim, por determinadas situações específicas de comunicação.


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