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Leia o poema e responda à próxima questão.
O livro sobre nada. (Manoel de Barros).
É mais fácil fazer da tolice um regalo do que da sensatez.
Tudo que não invento é falso.
Há muitas maneiras sérias de não dizer nada, mas só a poesia é verdadeira.
Tem mais presença em mim o que me falta.
Melhor jeito que achei pra me conhecer foi fazendo o contrário.
Sou muito preparado de conflitos.
Não pode haver ausência de boca nas palavras: nenhuma fique desamparada do ser que a revelou.
O meu amanhecer vai ser de noite.
Melhor que nomear é aludir. Verso não precisa dar noção.
O que sustenta a encantação de um verso (além do ritmo) é o ilogismo.
Meu avesso é mais visível do que um poste.
Sábio é o que adivinha.
Para ter mais certezas tenho que me saber de imperfeições.
A inércia é meu ato principal.
Não saio de dentro de mim nem pra pescar.
De acordo com a leitura do poema, marque a alternativa incorreta.
O eu lírico escreve sobre a sua relação com o ato de fazer poesia consigo mesmo e com o mundo.
Distante da perfeição, o poeta escreve a partir das coisas diárias, corriqueiras, simples e comuns.
Muito além da lógica, está em jogo a utilização dos sentidos, a beleza, a sonoridade, as imagens que são apresentadas através de seus versos.
O poeta afirma ser mais fácil fazer da tolice uma curtição do que da sensatez.
O eu lírico afirma que só sai de dentro de si, apenas quando vai pescar.