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Quando Huxley, em seu livro de 1932, nos propõe uma utopia...

Quando Huxley, em seu livro de 1932, nos propõe uma utopia futurística, nós leitores a projetamos para nosso tempo e nosso próprio futuro. Algo natural para o público afeito à ficção científica e que, em grande parte, guardadas as devidas proporções e contexto da escrita da obra, também tem a ver com o fato de que a perspectiva desenhada pelo escritor para a humanidade se assemelha com o que vivemos, de forma atemporal e avassaladora.

Não importa em que ano tenhamos lido Admirável Mundo Novo, Huxley nos fala não só de uma civilização massificante, mas de nossa diversidade, nossa resiliência, nossa liberdade e individualidade. Mostra-nos que não importa em que regime vivemos – sempre haverá alguém enxergando além, algo mais, noutro ponto de vista, mais esperançoso, disposto a lutar por mudanças. Não importa se o chamado é para nos comportarmos segundo regras rígidas, para alguém isso certamente fará sentido. E não basta que nos aprisionem, se temos os nossos pensamentos, a imaginação, o livre arbítrio, nossa história. [...]


Filosofia ciência & vida. Ed. 156, 2020. (Fragmento)


O texto acima é parte de um editorial da revista Filosofia ciência & vida. Com base nessa informação e no texto, assinale a alternativa INCORRETA.


A

Em: “Mostra-nos que não importa em que regime vivemos – sempre haverá alguém enxergando além...”, o travessão que separa as proposições pode ser substituído por “pois”.


B

O 1º parágrafo do texto objetiva confrontar as convicções do produtor com as do leitor.


C

Em: “Não importa em que ano tenhamos lido admirável mundo novo...”, a expressão em destaque pressupõe a certeza de um fato ocorrido.


D

Em: “E não basta que nos aprisionem, se temos os nossos pensamentos, a imaginação, o livre arbítrio, nossa história.”, o termo em destaque reforça aquilo que foi afirmado na sequência anterior do texto.