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Um trecho do texto em que se estabelece uma relação de...

TEXTO 3


Já que praticamente todas as nossas ações diárias mais

significativas estão revestidas de linguagem, é importante

saber algo sobre o seu funcionamento. E esse

funcionamento da linguagem é tão espontâneo que não nos

damos conta de sua complexidade.

Quando falamos ou escrevemos, não temos muita

consciência das regras usadas ou das decisões tomadas,

pois essas ações são tão rotineiras que fluem de modo

inconsciente.

Por outro lado, as atividades sociais e cognitivas marcadas

pela linguagem são sempre colaborativas e não atos

individuais. Por isso, seguidamente operam como fontes de

mal-entendidos. Como seres produtores de sentidos, não

somos tão lineares e transparentes quanto seria de desejar,

e a compreensão humana depende da cooperação mútua.

Sendo uma atividade de produção de sentidos colaborativa,

a compreensão não é um simples ato de identificação de

informações, mas uma construção de sentidos com base

em atividades inferenciais.

Para se compreender bem um texto, tem-se que sair dele,

pois o texto sempre monitora o seu leitor para além de si

próprio, e esse é um aspecto notável quanto à produção de

sentido.

Tal concepção teórica traz consequências, como, por

exemplo, as seguintes: a) entender um texto não equivale a

entender palavras ou frases; b) entender as frases ou as

palavras é vê-las em um contexto maior; c) entender é

produzir sentidos e não extrair conteúdos prontos; d)

entender um texto demanda uma relação de vários outros

tipos de conhecimentos, além do linguístico que consta na

superfície do texto.


(Luís Antônio Marcuschi. Produção textual, análise de gêneros e

compreensão. São Paulo: Editora Parábola, Record, 2008, p. 233.

Adaptado)

Um trecho do texto em que se estabelece uma relação de causa e consequência consta na alternativa:


A

“Quando falamos ou escrevemos, não temos muita consciência das regras usadas ou das decisões tomadas”.


B

“E esse funcionamento da linguagem é tão espontâneo que não nos damos conta de sua complexidade”.


C

“as atividades sociais e cognitivas marcadas pela linguagem são sempre colaborativas e não atos individuais”.


D

“entender um texto demanda uma relação de vários outros tipos de conhecimentos, além do linguístico que consta na superfície do texto”.


E

“Para se compreender bem um texto, tem-se que sair dele, pois o texto sempre monitora o seu leitor para além de si próprio”.