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Leia atentamente o texto abaixo para responder às questões de números 01 a 04.
DIREITOS DA MULHER
"Igualdade entre gêneros é um ótimo negócio para empresas", diz ONU.
As eleições se aproximam e a desigualdade salarial e de oportunidades entre homens e mulheres ganha destaque nos debates sobre o futuro do país. A questão também está no radar de várias empresas que vêm se beneficiando de políticas de inclusão, mas, segundo a ONU (Organização das Nações Unidas), ainda há muito espaço para avanços. “A igualdade de gênero não é apenas uma questão de justiça e de direitos humanos, é importante para o desenvolvimento econômico e um ótimo negócio para as empresas”, defendeu Nadine Gasman, representante da ONU Mulheres Brasil, durante o Fórum dos Princípios de Empoderamento das Mulheres, em São Paulo, que aconteceu nos dias 29 e 30 de agosto de 2018.
O Evento, que reuniu representantes de governos, empresas e instituições da América Latina, Caribe e Europa, foi palco do lançamento oficial do Programa Ganha-Ganha: Igualdade de gênero significa bons negócios. A iniciativa foi criada pela ONU Mulheres em parceria com a Organização Mundial do Trabalho e a União Europeia para estimular e apoiar o setor privado no fortalecimento da liderança das mulheres nos negócios, aumento da participação na força de trabalho e igualdade de direitos e oportunidades.
Apesar de reconhecer avanços como o aumento de mulheres no mercado de trabalho nos últimos anos, a Diretora Regional da ONU Mulheres, Luiza Carvalho, destaca que a desigualdade ainda prevalece. “O programa não é endereçado apenas às próximas gerações, é destinado às mulheres deste tempo em que vivemos. Buscamos mudanças aqui e agora”, disse.
Para Nadine, este é um momento decisivo para que os diversos setores se unam para fazer as escolhas certas que levarão às mudanças necessárias para a garantia dos direitos da mulher. “Algumas vezes, recai sobre uma geração ser grande e fazer grandes avanços”, completou Luiza, citando Nelson Mandela, ao convocar os empresários a assumirem um papel de agentes dessa mudança.
Atualmente as mulheres brasileiras ganham, em média, 76,5% do rendimento masculino e são minoria em cargos de liderança. Os desafios apontados por estudos especializados são muitos, como o preconceito, muitas vezes inconsciente, na hora de contratar ou promover funcionárias, carência de modelos, exposição a assédio, falta de flexibilidade, entre outros. Para João Gomes Cravinho, Embaixador da Delegação da União Europeia no Brasil, o rápido avanço tecnológico também pode ser uma barreira, pois dificulta o reingresso ao mercado de trabalho após alguns anos, o que prejudica mulheres que se afastam pela maternidade. ”É um absurdo que igualdade de gênero no trabalho ainda tenha que ser um tema em 2018, mas a boa notícia é que estamos trabalhando juntos para que isso não seja mais uma realidade no futuro", comentou.
Algumas empresas já apresentam um quadro de funcionários equilibrado, mas isso não significa que o trabalho acabou. “Esse número é apenas um dos indicadores. Tem toda uma questão de postura, cultura e comportamentos que precisa ser observada para garantir a igualdade”, alerta Adriana Carvalho, Gerente para os Princípios de Empoderamento Econômico da ONU Mulheres Brasil.
O Fórum abordou ainda outros tipos de discriminação no mundo corporativo, como a questão racial e LGBTI. “O Brasil ainda é um país marchista e racista, por isso precisamos de ações afirmativas nas empresas para mudar esse quadro”, afirmou Carlo Pereira, Secretário Executivo da Rede Brasil Pacto Global.
A posição do Ex-Secretário Geral da ONU, Koffi Annan, falecido no dia 18 de agosto de 2018 , também foi destacada durante o evento. “Ele defendia que a igualdade de gênero não era um fim em si, mas um meio para diminuição da violência, o avanço da economia e o desenvolvimento de todos”, lembrou Carlo. Os benefícios de políticas de diversidade e inclusão também são percebidos no resultado financeiro de diversas empresas que apresentaram seus casos de sucesso durante o Evento.
Roberta Figueiras
Colaboração para Universa – Adaptado.
https://universa.uol.com.br
É incorreto afirmar que, para o desenvolvimento do texto, o autor fez uso do seguinte recurso:
Elementos de coesão para articular com maior clareza as ideias do texto.
Linguagem predominantemente denotativa para objetivar as informações.
Linguagem predominantemente impessoal para eliminar marcas de subjetividade.
Linguagem em prosa literária e plurissignificativa com o discurso variando entre o polêmico e o irônico.