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Tarde em Itapuã
Canção de Toquinho (adaptado)
Um velho calção de banho
O dia pra vadiar
Um mar que não tem tamanho
E um arco-íris no ar
Depois na Praça Caymmi
Sentir preguiça no corpo
E numa esteira de vime
Beber uma água de coco é bom
Passar uma tarde em Itapuã
Ao sol que arde em Itapuã
Ouvindo o mar de Itapuã
Falar de amor em Itapuã
(...)
Enquanto o mar inaugura
Um verde novinho em folha
Argumentar com doçura
Com uma cachaça de rolha
E com um olhar esquecido
No encontro de céu e mar
Bem devagar ir sentindo
A terra toda rodar é bom
Sabendo que o “eu lírico” é um termo usado dentro da literatura para designar o pensamento geral daquele que está narrando um poema. Na leitura textual da Canção de Toquinho, podemos afirmar corretamente que:
O eu lírico tem a impressão de estar em Itapuã por causa dos efeitos da bebida que remete essa imagem.
O eu lírico mora e vive em Itapuã, tem uma vida plena e realiza todas as suas atividades lá.
O eu lírico faz uma descrição detalhada de suas tardes em Itapuã, suas predileções e momentos vividos nesse período.
O eu lírico seria algo utópico, aquém do real, fantasioso.