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Leia atentamente o poema Geometria dos ventos de Rachel de Queiroz, escritora brasileira, para responder às questões de 1 a 5.
Geometria dos Ventos
Eis que temos aqui a Poesia,
a grande Poesia
Que não oferece signos
nem linguagem específica, não respeita
sequer os limites do idioma. Ela flui, como um
rio.
como o sangue nas artérias,
tão espontânea que nem se sabe como foi
escrita.
E ao mesmo tempo tão elaborada -
feito uma flor na sua perfeição minuciosa,
um cristal que se arranca da terra
já dentro da geometria impecável
da sua lapidação.
Onde se conta uma história,
onde se vive um delírio; onde a condição
humana exacerba,
até à fronteira da loucura,
junto com Vincent e os seus girassóis de fogo,
à sombra de Eva Braun, envolta no mistério ao
mesmo tempo
fácil e insolúvel da sua tragédia,
Sim, é o encontro com a Poesia.
Assinale a alternativa correta:
Rachel de Queiroz destaca um paradoxo na criação poética, pois afirma que a poesia, ao mesmo tempo em que é espontânea, é elaborada.
O campo semântico negativo – “sangue”, “delírio”, “loucura”, fogo”, “sombra”, “tragédia” – escolhido pela poetiza contribui para a visão pessimista sobre a elaboração de poemas.
Em “que nem se sabe como foi escrita”, no verso 7, Rachel de Queiroz faz uso da figura de linguagem prosopopeia, pois atribui características humanas à poesia.
Ao final do poema, Queiroz não exige do leitor nenhum conhecimento de mundo.