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TEXTO 4

Luiz Melodia
Congênito
Luiz Melodia
Se a gente falasse menos
Talvez compreendesse mais
Teatro, boate, cinema
Qualquer prazer não satisfaz
Palavra figura de espanto, quanto
Na terra tento descansar
(...)
Mas o tudo que se tem
Não representa nada
Tá na cara
Que o jovem tem seu automóvel
O tudo que se tem
Não representa tudo
O puro conteúdo é consideração
Quem não vê!
Não goza de consideração
Quem não vê!
Então sai a consideração
Quem não vê
Não goza de considera
(...)
No trecho a seguir:
“Tá na cara
Que o jovem tem seu automóvel”.
Nesses versos da canção, Luiz Melodia destaca:
a ideia de que o fascínio pelo automóvel torna a juventude alienada, adepta e refém da ostentação.
a evidente supervalorização do consumo em prejuízo da sensibilidade humanitária, por jovens socialmente privilegiados.
uma crítica moral contundente e generalizada aos jovens que possuem automóveis.
a constatação de que a vida urbana é fútil e alienante e a vida rural é mais profunda e intensa.
que o segredo do bem viver consiste em romper com a sociedade de consumo e voltar-se para a meditação e silêncio.