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Texto I
Súplica Cearense
___Oh! Deus, perdoe este pobre coitado
___Que de joelhos rezou um bocado
___Pedindo pra chuva cair sem parar
___Oh! Deus, será que o Senhor se zangou
5__E só por isso o sol arretirou
___Fazendo cair toda a chuva que há
___Senhor, eu pedi para o sol se esconder um tiquinho
___Pedi pra chover, mas chover de mansinho
___Pra ver se nascia uma planta no chão
10_Oh! Deus, se eu não rezei direito, o senhor me perdoe
___Eu acho que a culpa foi
___Desse pobre que nem sabe fazer oração
___Meu Deus, perdoe eu encher os meus olhos de água
___E ter-lhe pedido cheinho de mágoa
15_Pro sol inclemente se arretirar
___Desculpe eu pedir a toda hora pra chegar o inverno
___Desculpe eu pedir para acabar com o inferno
___Que sempre queimou o meu Ceará
MACEDO, W. A. (Gordurinha); NELINHO. Súplica cea-
rense. Intérprete: Luiz Gonzaga. In: LUIZ GONZAGA.
Eu e meu pai. São Paulo: RCA, p1979. 1 disco sonoro.
Lado 1, faixa 3.
No trecho do Texto I “Que sempre queimou o meu Ceará” (l. 18), o pronome possessivo em negrito acrescenta a “Ceará” uma ideia de
comparação
intensidade
tempo
causa
afeto