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Um personagem de um célebre romance francês é enunciador do seguinte discurso:
“O que teria eu que fazer para demonstrar a utilidade da agricultura? Quem provê nossas necessidades? Quem fornece nossos alimentos? Não é o agricultor? O agricultor, senhores, que semeia nossos campos com sua mão laboriosa, faz nascer o trigo, que, triturado por engenhosas máquinas, dá origem à farinha, que, transportada para o padeiro, produz alimento para o pobre e para o rico. Não é também o agricultor que gera nossas roupas, engordando os seus rebanhos, nas nossas pastagens? Porque, como nos vestiríamos, como nos alimentaríamos sem o agricultor?”
Sobre a estrutura argumentativa desse pequeno texto, a única afirmativa correta é:
a tese do texto se apoia num conjunto de seis argumentos, construídos em forma de perguntas para os ouvintes;
a estruturação desse texto em dois segmentos argumentativos é marcada pela presença do conector “também”;
a tese do texto é de base social, configurada na frase “produz alimento para o pobre e para o rico”;
a tentativa de convencimento dos ouvintes é realizada por meio de apelos econômicos, ligados a fatores de produção e consumo;
a argumentação desse texto se apoia no valor histórico da agricultura e da pecuária, na eficiente tecnologia da época e em exemplos retirados do cotidiano.