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Texto 1
Como cuidar daquele que cuida?
Talvez você seja encarregado de cuidar de alguém em sua vida: uma mãe idosa, um pai doente ou mesmo um filho com algum tipo de deficiência. Pouco a pouco, essa tarefa pode causar uma sobrecarga, não somente física, mas também emocional, que nunca deve ser deixada de lado. O avanço da sobrecarga é muito lento, e você nem a percebe, especialmente porque seu dia a dia está tão centrado na pessoa dependente que você acaba descuidando-se de você mesmo.
A Síndrome do Cuidador afeta todas aquelas pessoas que possuem a importante responsabilidade de tornar a vida de outras pessoas mais fácil e que devem cuidar de cada uma de suas necessidades. Normalmente se entra de cabeça no papel de cuidador e se esquece de “ser pessoa”. A tarefa de cuidar é sempre desempenhada com amor e dedicação, no entanto, no momento em que homens e mulheres assumem o papel de cuidadores, é preciso prestar atenção para os seguintes fatos:
É comum que o próprio cuidador não chegue a ser consciente do enfraquecimento emocional e físico que está sofrendo. Na verdade, é muito comum ver como o dependente goza de um adequado bem-estar e uma boa saúde dentro de suas limitações, enquanto o cuidador perdeu peso, sofre com problemas na coluna, cansaço crônico, ataques de estresse e, muito frequentemente, até uma depressão escondida. Os principais sintomas de alerta são: esgotamento físico e mental; problemas de sono; mudanças de humor frequentes; mudanças de peso muito acentuadas; dependência de calmantes e analgésicos; isolamento social; e dificuldades cognitivas, como perdas de memória e de atenção.
Para prevenir a Síndrome do Cuidador, deixo alguns conselhos:
Elciene Maria Tigre Galindo. Disponível em: https://www.linkedin.com/pulse/saiba-o-que-é-síndrome-do-cuidador-elciene-maria-tigre-galindo. Acesso em: 01/08/18. Adaptado.
No que se refere à tipologia textual, assinale a alternativa CORRETA.
Os “conselhos” finais, apresentados em forma de lista, são apresentados com marcas injuntivas, reconhecidas, especialmente, nas formas verbais imperativas: “estabeleça”, “faça”, “não tenha medo” etc.
Os “fatos” que se apresentam listados no meio do texto são organizados com características da narração, com personagens bem delineados e uma voz narrativa muito bem definida.
Na conclusão, discriminar alguns itens e apresentá-los separadamente é uma maneira de indicar que essa parte do texto é descritiva, e o que o autor toma como objeto de descrição é uma doença.
Dada a sua organização e função, o Texto 1 é tipologicamente dissertativo, com apresentação de argumentos consistentes que sustentam a posição do autor a favor de certo ponto de vista.
Apesar de ser caracteristicamente expositivo, o Texto 1 atrai o leitor pela diversidade tipológica: mesclam-se trechos narrativos (em especial, sua conclusão) e descritivos (principalmente, sua introdução).