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Acerca dos aspectos linguísticos e gramaticais do texto...

Texto CG1A1


A existência de médicas e o que esse fato significaria no contexto dos séculos V e IV a.C. na Grécia são temas extremamente controvertidos. A história da primeira obstetra, Hagnodice, citada pelo autor romano Higino em 150 d.C., é um mito etiológico óbvio. De acordo com Higino, não havia obstetras em Atenas, porque as mulheres e as escravas não podiam aprender a arte da medicina, até que Hagnodice, “uma aluna de Herófilo”, disfarçou-se de homem. Quando, mais tarde, foi julgada por seu crime, foi salva pelos protestos das mães atenienses a quem havia prestado ajuda. Os maridos apiedaram-se de sua sorte e a lei mudou. As dificuldades cronológicas, legais e sociais no relato de Higino impedem que seja considerado um fato histórico. Além disso, era irrelevante o fato de Hagnodice ter estudado com um professor famoso, em uma sociedade na qual ajudar nos partos não era uma ocupação de tempo integral e essas habilidades poderiam ser adquiridas pela presença, observação e experiência sem necessidade de estudos específicos. A diferenciação entre uma parteira e um “médico” era uma questão pessoal, porque não havia leis que definiam as duas profissões.


Vivian Nutton. A medicina antiga. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2017, p. 164 (com adaptações).

Acerca dos aspectos linguísticos e gramaticais do texto CG1A1, julgue os itens a seguir.


I O vocábulo “sua” (quinto período) remete a “mães atenienses” (quarto período).

II Estaria mantida a correção gramatical do texto caso a partícula “se”, no segmento “Os maridos apiedaram-se” (quinto período), fosse deslocada para imediatamente antes do verbo, da seguinte forma: se apiedaram.

III O vocábulo “salva”, no quarto período, remete a Hagnodice.

IV Estariam mantidas a correção e a coerência do texto caso a forma verbal “definiam”, no último período, fosse substituída por definissem.


Estão certos apenas os itens


A

I e III.


B

II e III.


C

I, II e IV.


D

II, III e IV.