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Quanto aos aspectos de registro, julgue as proposições...

Texto 06 - Para responder as questões 39 e 40



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Conversas

As investigações da Polícia Federal abrem frestas no mundo da criminalidade brasileira ao trazer à tona as conversas

dos investigados. A operação La Muralla, que investigou entre maio de 2014 e janeiro de 2016 a hoje famosa

Família do Norte, revela-nos a banalidade da barbárie nos círculos do tráfico. [...] Outra investigação, a que deu base

à Operação Cui Bono?, sobre desmandos da Caixa Econômica Federal ao tempo em que Geddel Vieira Lima era um

de seus vice-presidentes e Eduardo Cunha um influente deputado, expões a banalidade das negociatas nos altos

escalões. “JF não resolveu?”, pergunta Cunha. “Tá resolvido (...) Vc tá pensando que eu sou esses ministros q vc

indicou?”, responde Geddel. Cunha concluiu: “Ok, rsrsrs. Estava em jogo empréstimos que totalizavam 250 milhões

de reais para a J&F Investimentos, empresa holding dos donos da Friboi. [...]

As mensagens de texto constituem o filé-mignon de ambas as investigações. [...] O chefão-mor da facção, José

Roberto Fernandes Barbosa, na ocasião preso no mesmo Compaj, em Manaus, no qual explodiria a primeira das

rebeliões deste ano, explica a um lugar-tenente seu, em mensagens sucessivas: “Aqui no Amazonas quem manda é a

FND/ Que nos samos o crime no estado do Amazonas/ Aqui tudo é nós q comanda tudo mano/ Tds as cadeias é

FND/ Eu xeguei aqui mano botei PA cadasta tds as cadeias (SIC)” [...]

Quem juntar os pontos entre um grupo e outro poderá concluir que à esbórnia em Brasília corresponde a esbórnia

nas prisões. Na mesma linha pode achar que os baixos escalões da sociedade refletem os altos, ou vice-versa. Uma

conclusão possível é que, se este fosse um país que não permitisse a esbórnia em Brasília, também não permitiria a

das prisões. Afinando o raciocínio, a conclusão seria que, se não existisse a esbórnia de Brasília, não haveria sequer

como começar a esbórnia nas prisões.

Trechos do artigo de autoria de Roberto Pompeu de Toledo (Veja, 25/01/17)

Quanto aos aspectos de registro, julgue as proposições abaixo como verdadeira (V) ou falsa (F):


( ) A conversa estabelecida entre o chefe da facção e o colega representa uma das normas linguísticas, um falar próprio de um grupo, marcado por gírias, estruturas sintáticas truncadas, aspectos também relacionados à economia linguística.

( ) As transgressões às regras gramaticais visíveis nos trechos da conversa a tornam ininteligível, pois há frases agramaticais.

( ) No diálogo um dos interlocutores, o chefe da facção, faz uso de estruturas de ênfase, como “quem manda é a FND” (linha 11 e 12) e “é nos quem manda” (linha 13), estrutura restrita ao gênero oral informal.

( ) A estrutura introduzida pela partícula QUE constitui outra forma de dizer “pois nós somos...”, logo o QUE assume função de conjunção explicativa.

( ) O item AQUI é um advérbio pronominal que faz remissão a “Amazonas”; e como o referente é interpretado na dependência da situação enunciativa, trata-se de uma forma referencial catafórica.


Com base na análise das proposições, a alternativa que apresenta a sequência CORRETA é


A

F, F, V, V, V


B

V, V, F, V, F


C

F, F, V, V, F


D

V, F, F, V, F


E

V, F, F, V, V