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Texto 4
A CAUSA DA CHUVA
01 ____ Não chovia há muitos e muitos meses, de modo que os animais ficaram inquietos. Uns
02 diziam que ia chover logo, outros diziam que ainda ia demorar. Mas não chegavam a uma
03 conclusão.
04 ____ – Chove só quando a água cai do teto do meu galinheiro, esclareceu a galinha.
05 ____ – Ora, que bobagem! disse o sapo de dentro da lagoa. Chove quando a água da lagoa
06 começa a borbulhar suas gotinhas.
07 ____– Como assim? disse a lebre. Está visto que chove quando as folhas das árvores começam
08 a deixar cair as gotas d’água que tem dentro.
09 ____Nesse momento começou a chover.
10 ____- Viram? gritou a galinha. O teto do meu galinheiro está pingando. Isso é chuva!
11____ – Ora, não vê que a chuva é a água da lagoa borbulhando? disse o sapo.
12____ – Mas, como assim? tornava a lebre. Parecem cegos? Não veem que a água cai das folhas
13 das árvores?
14____ MORAL: Todas as opiniões estão erradas.
FERNANDES, Millôr. Fábulas fabulosas. Rio de Janeiro: Nórdica, 1991.
Com base no texto 4 e de acordo com a variedade padrão da língua escrita, é correto afirmar que:
“uns” (linha 01) e “outros” (linha 02) são pronomes indefinidos que remetem ao grupo de animais que acredita na demora da chuva.
em “Não chovia há muitos e muitos meses” (linha 01), a substituição do verbo sublinhado pelo verbo “fazer” requer a flexão de terceira pessoa do plural.
em “Não chovia há muitos e muitos meses” (linha 01), o sujeito da oração é “meses”.
“esclareceu” (linha 04), “disse” (linhas 05, 07 e 11) e “gritou” (linha 10) são verbos empregados pelo narrador para marcar a fala das personagens da fábula em discurso indireto.
os termos “logo” (linha 02) e “ainda” (linha 02) são marcadores de tempo e modo, respectivamente.