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Leia o texto a seguir para responder às questões de 01 a 04.
"O amor antigo"
O amor antigo vive de si mesmo,
não de cultivo alheio ou de presença.
Nada exige nem pede. Nada espera,
mas do destino vão nega a sentença.
O amor antigo tem raízes fundas,
feitas de sofrimento e de beleza.
por aquelas mergulha no infinito,
e por estas suplanta a natureza.
Se em toda parte o tempo desmorona
aquilo que foi grande e deslumbrante,
o amor antigo, porém, nunca fenece
e a cada dia surge mais amante.
Mais ardente, mas pobre de esperança.
Mais triste? Não. Ele venceu a dor,
e resplandece no seu canto obscuro,
tanto mais velho quanto mais amor.
(ANDRADE, Carlos Drummond de. "O amor antigo". In: Amar se aprende amando. São Paulo: Companhia das Letras, 2018)
Sobre as formas verbais empregadas ao longo do poema, assinale a alternativa correta.
Todos os verbos do texto encontram-se no presente do modo indicativo, a fim de realçar a permanência do sentimento amoroso.
No verso "O amor antigo tem raízes fundas", o uso do modo indicativo confere certeza e segurança à afirmação.
Em "e por estas suplanta a natureza", o uso do modo subjuntivo reforça o caráter de possibilidade do que se enuncia.
No verso "o amor antigo, porém, nunca fenece", o futuro do modo indicativo serve para realçar a eternidade do sentimento amoroso.
Em "e resplandece no seu canto obscuro", o presente do modo subjuntivo confere teor de incerteza à afirmação.