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Leia atentamente o texto a seguir para responder às questões de 01 a 20.
Crítico de cinema? Mas isso é uma profissão?
Daniela Prandi
Disponível em http://asn.blog.br/2016/06/11/critico-de-cinema-mas-isso-e-uma-profissao/
Acessado em 6/12/2021
Texto adaptado
O ponto que separa os dois enunciados poderia ser substituído por vírgula em
O francês Jean-Michel Frodon contou que, um dia, um taxista lhe perguntou sua profissão. “Sou crítico de cinema”, respondeu (linhas 1 e 2).
O que tem importância, para Frodon, é não deixar que um filme se transforme em um produto. Ou seja, dar estrelinha, coração ou carinha de bravo para definir se um filme é ou não é bom (linhas 18 a 20).
Transformar um filme em produto “suprime a dimensão mais importante do filme, que é a possibilidade dele ser tratado com uma obra de arte”, destacou. “Um filme pode ser lazer, diversão, retratar um fenômeno social, dar medo, ser um objeto de pesquisa, nos levar a outros planetas… (linhas 27 a 30).
A França, que tem 350 festivais de cinema por ano (!), é o berço da crítica desde que Diderot resolveu escrever sobre pintura na segunda metade do século 18. No cinema, o Festival de Cannes é o auge de qualquer crítico e Frodon já participou de muitos (linhas 38 a 41).
Frodon lamenta que, em um mundo com tantos e tantos filmes para ver, o poder do marketing seja tão dominante. “Quanto mais filmes podemos ver, mais vemos os mesmos filmes.” (linhas 63 a 65).