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(...) Há um pôr-do-sol de primavera e uma velha casa...

(...) Há um pôr-do-sol de primavera e uma velha casa abandonada. Está em ruínas. A velha casa não mais abriga vidas em seu interior. Tudo é passado. Tudo é lembrança.

Hoje, apenas almas juvenis brincam despreocupadas e felizes entre suas paredes trêmulas.

Em seu chão, despido da madeira polida que a cobriam, brotam ervas daninhas. Entre a vegetação que busca minimizar as doces recordações do passado, surge a figura amarela e suave da margarida, flor-mulher. As nuanças de suas cores sorriem e denunciam lembranças de seus ocupantes.

A velha casa está em ruínas. Pássaros saltitam e gorjeiam nas amuradas que a cercam. Seus trinados são melodias no altar do tempo à espera de redentoras orações. Raízes vorazes de grandes árvores infiltraram-se entre as pedras do alicerce e abalam suas estruturas. Agoniza a velha casa. Agora, somente imagens desfilam, ao longo das noites. As janelas são bocas escancaradas. A casa velha em ruínas clama por vozes e movimentos...


(Geraldo M. de Carvalho)

Disponível em: http://www.colegioweb.com.br/portugues/descricao-de-cenario.html.

Acesso em 18/02/2015.


De acordo com a tipologia textual, o texto acima:


A

é descritivo, com traços dissertativos compondo um ambiente nostálgico.


B

possui descrição subjetiva apenas no trecho "A velha casa não mais abriga vidas em seu interior. Tudo é passado. Tudo é lembrança."


C

ocorre uma descrição objetiva narrativa no trecho todo.


D

é formado basicamente de descrições subjetivas.