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Com base neste excerto “Além disso — prossegue Irene —, somos obrigados a estudar e a saber conjugar de cor tempos verbais que muito raramente são empregados na língua diária. Por outro lado, há tempos verbais que simplesmente nunca são mostrados nas gramáticas e nos livros didáticos, como se não existissem, e que a gente emprega o tempo todo” (BAGNO, 2006)*, observa-se a constante crítica às gramáticas cujas regras se sustentam no português-padrão, na norma culta, ou seja, não elencam formas também corretas da flexão verbal, muito frequentemente empregadas em situações reais de comunicação, quando muito, apenas as mencionam sem lhes conferir o caráter de correção devido. Toma-se como exemplo desse caso:
*BAGNO, Marcos. A língua de Eulália: novela sociolingüística. 15 ed. São Paulo: Contexto, 2006, p. 70.
a formação do pretérito mais-que-perfeito composto construído apenas com o verbo auxiliar haver.
o presente do indicativo utilizado em narrativas com valor semântico equivalente ao pretérito perfeito.
o uso de perífrases verbais que correspondem a tempos verbais e a formas simples do modo subjuntivo.
a locução verbal composta do verbo auxiliar ir e do infinitivo do principal correspondente ao futuro do presente.