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No fragmento “Quando fazemos tudo para que nos amem e não...

Isso é muita sabedoria


Quando fazemos tudo para que nos amem e não conseguimos, resta-nos um último recurso: não fazer mais nada. Por isso, digo, quando não obtivermos o amor, o afeto ou a ternura que havíamos solicitado, melhor será desistirmos e procurar mais adiante os sentimentos que nos negaram. Não fazer esforços inúteis, pois o amor nasce, ou não, espontaneamente, mas nunca por força de imposição.

Às vezes, é inútil esforçar-se demais, nada se consegue; outras vezes, nada damos e o amor se rende aos nossos pés.

Os sentimentos são sempre uma surpresa. Nunca foram uma caridade mendigada, uma compaixão ou um favor concedido.

Quase sempre amamos a quem nos ama mal, e desprezamos quem melhor nos quer. Assim, repito, quando tivermos feito tudo para conseguir um amor, e falhado, resta-nos um só caminho... o de mais nada fazer.


(Clarice Lispector. Viver em frases. 2012.)

No fragmento “Quando fazemos tudo para que nos amem e não conseguimos, resta-nos um último recurso: não fazer mais nada.” (1º§), os dois-pontos ( : ) têm como finalidade:


A

Evidenciar uma explicação.


B

Duvidar da opinião da autora.


C

Contestar um lembrete importante.


D

Confessar o ponto de vista do leitor.