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O texto em pauta traz discussões acerca do preconceito...

Texto para a questão 44.


"Combater a discriminação pela linguagem não é, como muita gente desinformada supõe, defender um suposto 'vale-tudo' no uso da língua, abandonar o ensino das formas prestigiadas de falar e escrever ou, pior, querer impor o uso das formas 'erradas' como as únicas aceitáveis a partir de agora. As questões de educação linguística são muito mais complexas do que um binarismo fácil entre 'sim' e 'não' ou uma simples troca de 'normas'. A multiplicidade dos usos da língua tem que ser respeitada, valorizada e defendida, e entre esses usos, evidentemente, estão, também, as formas de prestígio, faladas e escritas, que têm sido reservadas durante muito tempo a uma pequena parcela da população. Mas é esse também que causa tanto medo e apreensão, porque significa ampliar o acesso à cultura letrada num país injusto em que os bens e os direitos sociais têm sido reservados há séculos a muito pouca gente."


(BAGNO, M. Preconceito linguístico -vinte anos depois. Informativo Parábola Editorial. São Paulo, n. 8, 2019, p. 1. Disponível em: www.parabolaeditorial.com.br). Acesso em: jul. 2019.

O texto em pauta traz discussões acerca do preconceito linguístico e das linguagens oral e escrita no uso da língua, em que o autor


A

Considera que combater a discriminação pela linguagem significa abandonar o ensino das formas prestigiadas de falar e escrever.


B

defende que a ampliação do acesso à cultura letrada não vai reduzir as injustiças sociais no Brasil.


C

enfatiza o desprestígio da forma falada sobre a forma escrita.


D

ratifica que a multiplicidade dos usos da língua só reforça o preconceito linguístico.


E

reconhece que a educação linguística é um processo complexo e que se dá sem a imposição do uso das formas "erradas" como as únicas aceitáveis.