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Fiorin (2006, p. 166) argumenta que "o conhecimento do sistema da língua é insuficiente para entender certos fatos linguísticos utilizados numa situação concreta de fala".
(FIORIN, J.L. A linguagem em uso. ln: FIORIN, J. L. (Org). Introdução à linguística: I. Objetos teóricos. São Paulo: Contexto, 2006.)
Das ocorrências seguintes, apenas uma não corrobora essa afirmação:
O uso de elementos linguísticos como os dêiticos -que indicam relações de espaço e tempo, bem como os participantes da comunicação, em frases como "João senta aqui e Sônia senta lá, como fizemos ontem."
Os diferentes efeitos de sentido em proposições ligadas pela conjunção "mas", como em "Marina é competente, mas não interage com os colegas." e "Marina não interage com os colegas, mas é competente."
O uso da negação em frases como "Não gostei da prova. Amei!"
A possibilidade de inferir uma ordem em vez de um convite -em enunciados como "Vamos trabalhar!"
A percepção do valor condicional da partícula "se" em períodos, como: "Se estudar bastante, conseguirei aprovação."