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Considerando que o sujeito é o termo essencial da oração...

Maneira de amar

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O jardineiro conversava com as flores e elas se habituaram ao diálogo. Passava manhãs contando coisas a uma cravina ou escutando o que lhe confiava um gerânio. O girassol não ia muito com sua cara, ou porque não fosse homem bonito, ou porque os girassóis são orgulhosos de natureza.

Em vão o jardineiro tentava captar-lhe as graças, pois o girassol chegava a voltar-se contra a luz para não ver o rosto que lhe sorria. Era uma situação bastante embaraçosa, que as outras flores não comentavam. Nunca, entretanto, o jardineiro deixou de regar o pé de girassol e de renovar-lhe a terra, na devida ocasião.

O dono do jardim achou que seu empregado perdia muito tempo parado diante dos canteiros, aparentemente não fazendo coisa alguma. E mandou-o embora, depois de assinar a carteira de trabalho.

Depois que o jardineiro saiu, as flores ficaram tristes e censuravam-se porque não tinham induzido o girassol a mudar de atitude. A mais triste de todas era o girassol, que não se conformava com a ausência do homem. “Você o tratava mal, agora está arrependido?” “Não”, respondeu. “Estou triste porque agora não posso tratá-lo mal. É a minha maneira de amar, ele sabia disso, e gostava.”

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(Armazém de Textos. Em: 08/08/2019. Carlos Drummond de Andrade. Adaptado.)

Considerando que o sujeito é o termo essencial da oração sobre o qual se diz alguma coisa, trata-se de afirmativa que expressa sujeito oculto:


A

“O girassol não ia muito com sua cara, [...]” (1º§)


B

“O dono do jardim achou que seu empregado perdia muito tempo parado diante dos canteiros, [...]” (3º§)


C

“Passava manhãs contando coisas a uma cravina ou escutando o que lhe confiava um gerânio.” (1º§)


D

“[...] as flores ficaram tristes e censuravam-se porque não tinham induzido o girassol a mudar de atitude.” (4º§)