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Ofertas de Aninha (Aos moços): “Cora Coralina.”

Eu sou aquela mulher a quem o tempo muito ensinou.
Ensinou a amar a vida.
Não desistir da luta.
Recomeçar na derrota.
Renunciar a palavras e pensamentos negativos.
Acreditar nos valores humanos.
Ser otimista.
Creio numa força imanente que vai ligando a família humana numa corrente luminosa de fraternidade universal.
Creio na solidariedade humana.
Creio na superação dos erros e angústias do presente.
Acredito nos moços.
Exalto sua confiança, generosidade e idealismo.
Creio nos milagres da ciência e na descoberta de uma profilaxia futura dos erros e violências do presente.
Aprendi que mais vale lutar do que recolher dinheiro fácil.
Antes acreditar do que duvidar.
De acordo com o poema, assinale a alternativa incorreta.
O poema é construído a partir da afirmação de uma identidade; ao longo dos versos, presenciamos o sujeito poético destacar aquilo que se tornou.
O eu poético realça para não sermos fortes, não lutar, nem tentar outra vez, quando as coisas saírem erradas.
O texto detalha ao mesmo tempo três tempos: o passado (onde adquiriu as experiências), o presente (onde afirma com orgulho ser aquilo que é), e o futuro (onde está aquilo que deseja se tornar).
No fragmento percebemos um eu lírico honesto e despido de vergonhas, que reflete sobre os rumos que a sua vida tomou. Com uma postura otimista, os versos nos encorajam a sermos sempre criaturas melhores.