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Sobre a Gramática e o ensino da língua, leia o que Mário Perini diz em uma de suas obras: “O professor e o aluno de geografia entendem a matéria como o estudo de um aspecto da organização do universo (…) mas o estudo da gramática não é, na cabeça deles, o estudo de um aspecto do universo: é apenas uma série de ordens a serem obedecidas, por que e assim que é certo. Será de espantar que pouca gente se interessa?”
Assinale a alternativa que corrobora o pensamento do referido autor.
A língua é muito mais elementos do que simplesmente erros e acertos de gramática e de sua terminologia. De fato, qualquer coisa que foge um pouco do uso mais ou menos estipulado é visto como erro, as mudanças não são percebidas como “mudanças”, são percebidas como erro.
O trabalho com a gramática é completamente diferente na escola depois de estar convencido de que ela não é indispensável para o ensino e, principalmente, depois de estar convencido que uma coisa é o estudo de gramática normativa e outra é o domínio ativo da língua.
A gramática normativa apresenta e dita normas de bem falar e escrever, normas para a correta utilização oral e escrita do idioma, prescreve o que se deve e o que não se deve usar na língua.
É possível afirmar que qualquer pessoa que fala uma língua, fala essa língua por que sabe sua gramática, mesmo que não tenham consciência disso.
A língua e a gramática não são a mesma coisa e são confundidas por que a gramática estabelece diferentes tipos de regras e normas para a construção de palavras e sentenças da língua e para suas diversas formas sociais de atuação. Entre as duas, aquela desconsidera, ainda, outras formas de uso que não se utilizam da norma padrão.