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Texto-base para as questões 01 a 05:
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A leitura não é uma habilidade inata, não nascemos lendo e não desenvolvemos essa habilidade sem instrução explícita. A escrita foi um código criado pelo homem para registrar o conhecimento produzido ao longo da história. A leitura é uma decorrência dessa invenção cultural, sendo basicamente a atividade de desvendar esse código, de decodificar. Considerando a recenticidade da escrita e da leitura, Dehaene (2012) conclui que nosso cérebro não está pronto para ler. Para isto, é preciso haver uma tarefa de reciclagem neuronal, em que neurônios até então responsáveis pelo reconhecimento de faces são recrutados para o reconhecimento de símbolos especiais, as letras.
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Fonte: SOUZA, Lucilene Bender de; MILESKI, Ivanete. A emergência da especialização cerebral para leitura de palavras. In: GABRIEL, Rosângela et al. Tecendo conexões entre cognição, linguagem e leitura. Curitiba: Multideia, 2014. p. 33-46.
Assinale a alternativa que apresenta um resumo semanticamente adequado do texto-base.
Embora a leitura não seja uma habilidade inata, a escrita o é, o que implica na necessidade de produzir uma reciclagem neuronal para que seja aprendida.
A leitura não é uma habilidade inata, mas decorre de uma evolução cultural, demandando aprendizagem que envolve reciclagem neuronal.
Tanto a leitura quanto a escrita retratam uma evolução cultural, mas apenas a leitura exige instrução, por meio de ativação de neurônios para reconhecimento das letras.
A leitura é uma habilidade inata, uma vez que decorre de uma evolução cultural, demandando aprendizagem que envolve reciclagem neuronal para o reconhecimento das letras.
O homem nasce com uma predisposição para a habilidade de ler e escrever, mas precisa preparar o cérebro para tal tarefa, uma vez que o conhecimento é produzido ao longo da história recente.