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O autor sustenta, nesse excerto do artigo, argumentos que...

TEXTO PARA AS QUESTÕES 25 E 26.


“Desde os relatos de Américo Vespúcio e Cristóvão Colombo, nos séculos XV e XVI, encadeia-se um relacionamento, tanto dos povos americanos quanto de uma visão universal do Velho Mundo, com imagens produzidas em vínculos de decadência, desumanidade e monstruosidade, as quais refletem o que o colonizador quer mostrar, pois são produzidas pela episteme hegemônica.

Pensar por esse prisma conduz à compreensão da dimensão artística (visual/imagética) a par das dimensões religiosas (catolicismo) e de linguagem/idioma (português e espanhol), operando como uma das mais profícuas formas de manutenção do projeto moderno/colonial e da hegemonia eurocêntrica nos contextos latino-americanos, o que repercute nos mais diversos campos e, estrategicamente, no campo educacional. A composição imagética da América Latina distorcida pelo espelho do colonizador, desde o renascimento europeu, converteu-se em verdade universal e contribuiu para as abjeções, as negações, as violações, os encobrimentos e os apagamentos epistemicidas das histórias, das artes e das culturas latino-americanas na Arte/Educação, impossibilitando vislumbrar os reflexos das imagens do que realmente representa esse território.

Há uma construção narrativa por imagens que contribui para perpetuar as heranças coloniais e deserdar outras epistemes, a qual impregnaram olhares e deu aparência natural ou necessária à civilização/ modernização através de atrocidades como a escravização de índios e de negros por toda a América Latina. O poder da imagem, de fixar nas mentes as ideias e os ideais europeus, foi explorado com grande competência pelo chamado primeiro mundo, de forma que até hoje os referenciais, sejam de bom ou de belo, remetem ao que é externo e, quase nunca, ao que é próprio.”


MOURA, Eduardo Junio Santos. Des/obediência docente na de/colonialidade da arte/educação na América Latina. Revista GEARTE, Porto Alegre, v. 6, n. 2, p. 313-325, maio/ago. 2019. Disponível em: http://seer.ufrgs.br/gearte. Acesso em: 04 Nov. 22.

O autor sustenta, nesse excerto do artigo, argumentos que fundamentam a colonialidade presente até hoje na Arte/Educação, entre eles:


A

a presença da interculturalidade em uma formação imagética plural.


B

o monoculturalismo e o monoteísmo que estruturam as narrativas imagéticas.


C

a manutenção da cultura hegemônica através da produção dos povos originários.


D

a visibilidade das artes latino-americanas na Arte/Educação.


E

a manutenção de outras epistemes, principalmente as regionais e locais.