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A professora de literatura e língua portuguesa, ao ver a lista das obras trabalhadas no 1º ano do Ensino Médio, percebe a ausência de diversidade entre elas. A professora opta, então, por excluir Vidas secas, de Graciliano Ramos, um livro canônico, e inclui o livro Ponciá Vicêncio, de Conceição Evaristo, uma autora negra e contemporânea. Um grupo de pais e mães pergunta à professora a razão dessa mudança.
Utilizando o ensaio de Antonio Candido, “O direito à literatura”, a professora pode justificar sua escolha dizendo que:
A literatura é um valor universal, portanto não importa quem é o autor ou a autora de uma obra.
Os textos antigos perdem seu valor, já que o interesse que uma obra desperta está ligado a sua atualidade.
As diferentes perspectivas trazidas pela literatura permitem maior abertura ao diferente.
A construção literária e o trabalho com a forma são importantes para ensinar a organização das próprias ideias.
A literatura é, antes de tudo, uma escolha individual e não tem relação com a construção da empatia.


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