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O ensino literário focando no estudo cronológico de escolas, autores e obras canônicas foi e é motivo de discussões sobre o modo como a literatura deve ser abordada na escola. Tal perspectiva, prevaleceu por décadas no ensino brasileiro, tem como principal impacto pedagógico o tratamento do texto literário como mero documento histórico ou ilustração de época. Novas perspectivas do ensino literário, em ressonância com as diretrizes dos documentos oficiais, buscam formar o leitor como agente ativo e crítico, para tanto, rompem com a priorização da história sobre o texto, por considerar que nessa noção
o desenvolvimento da competência discursiva do aluno é melhorado, já que a contextualização histórica interfere nos aspectos da linguagem literária.
o processo de ensino da literatura valoriza a seleção de obras de fora do cânone, dado que aumenta-se a autonomia do professor por não escolher grandes nomes da literatura nacional.
a experiência estética e o diálogo entre o leitor e a obra são inibidos, dado que a leitura em si serve para a memorização de dados, transformando a obra em objeto de estudo ativo.
o texto é reduzido à função de pretexto de ensino do saber metalinguístico, servindo para a análise gramatical descontextualizada.
Na obra “A Literatura em perigo”, de Tzvetan Todorov (2009), nota-se uma inquietação do autor quanto à forma como a Literatura vem sendo ensinada e entendida nas instituições educacionais. Todorov defende a ideia de que a Literatura corre o risco de perder sua função primordial de humanizar o ser humano e de favorecer uma compreensão mais profunda tanto do mundo quanto de si mesmo. A crítica de Todorov pode ser explicada pelo fato de o ensino de Literatura
ser usado como meio para debates triviais, relegando ao segundo plano a compreensão estética da obra.
não ser embasado em teorias da crítica literária, prevalecendo o debate pelo gosto ou não da obra.
desconsiderar obras não canônicas, por terem sido consideradas pela crítica como pouco eruditas.
focar na análise estrutural e técnica dos textos, não se debatendo o conteúdo das experiências humanas.
Em debate sobre tendências da literatura contemporânea, o professor pede que a turma observe continuidades e rupturas em relação ao Modernismo. Marque a afirmativa que apresenta uma síntese CORRETA dessa relação.
Textos atuais retomam fragmentação, mistura de vozes, diálogo com outras artes e crítica a hierarquias, explorando também redes digitais, identidades múltiplas e novas formas de expressão.
A literatura recente abandona recursos modernistas e volta a modelos fixos de verso e de narrativa linear.
Obras posteriores a 1950 repetem técnicas parnasianas, com linguagem ornamental e temas estritamente líricos.
Escritos contemporâneos evitam intertextualidade e afastam-se de debates sociais, privilegiando descrição neutra.
Tendências atuais adotam conjunto rígido de normas estéticas, que substitui manifestos modernistas em escolas.
De acordo com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), "em relação à literatura, a leitura do texto literário, que ocupa o centro do trabalho no Ensino Fundamental, deve permanecer nuclear também no Ensino Médio. Por força de certa simplificação didática, as biografias de autores, as características de épocas, os resumos e outros gêneros artísticos substitutivos, como o cinema e as HQs, têm relegado o texto literário a um plano secundário do ensino. Assim, é importante não só (re)colocá-lo como ponto de partida para o trabalho com a literatura, como intensificar seu convívio com os estudantes" (BNCC, 2018, p. 499).
A respeito da leitura do texto literário no contexto da escola, analise as sentenças a seguir:
I.No Ensino Médio, a leitura do texto literário deve continuar nuclear, evitando simplificações didáticas, seja das biografias dos autores, seja das obras literárias. Nesse sentido, é possível e desejável que se trabalhe com HQs, filmes, animações, entre outras produções, baseadas em obras literárias, incluindo análises sobre seus processos de produção e recepção, evitando-se, porém, a simples substituição dos textos literários por essas produções.
II.No Ensino Médio, devem ser introduzidas para fruição e conhecimento, ao lado da literatura africana, afro-brasileira, indígena e da literatura contemporânea, obras da tradição literária brasileira e de língua portuguesa, de um modo mais sistematizado, em que sejam aprofundadas as relações com os períodos históricos, artísticos e culturais.
III.A partir do trabalho com a leitura literária, espera-se que os leitores/fruidores possam também reconhecer na arte formas de crítica cultural e política, uma vez que toda obra expressa, inevitavelmente, uma visão de mundo e uma forma de conhecimento, por meio de sua construção estética.
IV.No processo de organização e progressão curricular, o(a) docente deve propor a leitura de obras significativas da literatura brasileira, contextualizando sua época, suas condições de produção, circulação e recepção, tanto no eixo diacrônico quanto sincrônico, ficando a critério local estabelecer ou não a abordagem do conjunto de movimentos estéticos, obras e autores, de forma linear, crescente ou decrescente, desde que a leitura efetiva de obras selecionadas não seja prejudicada.
É correto o que se afirma em:
I e III, apenas.
II, III e IV, apenas.
II e IV, apenas.
I, II, III e IV.
I, apenas.
O Texto II é o parágrafo de abertura do romance histórico Um defeito de cor, de Ana Maria Gonçalves.
Considerando-se a leitura literária como um processo dialógico e a sala de aula como uma comunidade de leitores, o professor poderia, nessa passagem, salientar, na mediação da obra em uma turma de 1ª série do ensino médio, o seguinte aspecto:
o uso da 1ª pessoa gramatical compondo um narrador-personagem que situa o romance histórico no gênero épico.
a presença de termos em iorubá representando o caráter homogeneizante do português do Brasil contemporâneo.
a função emotiva ou expressiva da linguagem perspectivando a subjetividade da personagem.
o recurso da repetição do termo “abiku” arranjando um sequência poética cadenciada à estrutura iorubá.
a predominância da linguagem conotativa reforçando o caráter documental da trajetória de Kehinde.
A seguir, são reproduzidos os conteúdos de alguns encontros do curso Escrita Literária, ministrado pelo autor pernambucano Marcelino Freire:


Disponível em: https://www.navega.art.br/products/curso-escrita-literaria-marcelino-freire. Acesso em: 5 jan. 2026.
Apesar de ser um curso voltado prioritariamente para escritores, ele também pode oferecer importantes indicativos para o trabalho do professor de Língua Portuguesa com a escrita literária. Assim, podemos observar, nos conteúdos do curso, orientações que revelam uma concepção de ensino de escrita literária como
criação textual experimental.
elaboração textual consciente.
expressão subjetiva individual.
manifestação sensível pessoal.
produção intuitiva espontaneísta.
Em "O direito à literatura", Antonio Candido defende que "a literatura corresponde a uma necessidade universal que deve ser feita sob pena de mutilar a personalidade, porque pelo fato de dar forma aos sentimentos e à visão de mundo ela nos organiza, nos liberta do caos e portanto nos humaniza. Negar a fruição da literatura é mutilar a nossa humanidade". A partir desse concepção a respeito da literatura, analise as sentenças:
I.A obra de menor qualidade também atua na formação do leitor e em sua humanização, uma vez que o movimento literário é constituído tanto por textos de qualidade alta, quanto por textos de qualidade modesta, formando um conjunto de significados que influi na construção dos conhecimentos do leitor.
II.No processo de formação do leitor, espera-se que o(a) estudante perceba as peculiaridades estruturais e estilísticas de diferentes gêneros literários do cânone brasileiro. Nesse sentido, o(a) professor(a) deve evitar, em sua curadoria literária, a indicação de obras consideradas de cultura popular, como literatura marginal, periférica, de massa, folclóricas, entre outras, pois, ainda que sejam importantes e nobres, elas não são suficientes para o contexto escolar.
III.A literatura possibilita ao leitor, por exemplo, o exercício da reflexão, a aquisição do saber, a boa disposição com o próximo, o afinamento das emoções, a capacidade de penetrar nos problemas da vida, o senso de beleza, a percepção da complexidade do mundo e dos seres, o cultivo do humor.
É correto o que se afirma em:
I e II, apenas.
III, apenas.
I, II e III.
I e III, apenas.
II, apenas.
O paradigma do ensino de literatura acolhido pelos documentos que normatizam o ensino da língua portuguesa visa superar as abordagens tradicionais do ensino de literatura. Assim, o paradigma que concebe a literatura como um processo que se inicia antes da escola e continua após ela, instrumentalizando o aluno para a vida social, é
o paradigma da formação do leitor, que foca na experiência subjetiva e individual do aluno com o texto, com pouca relevância aos aspectos sociais e culturais da obra.
o paradigma do letramento literário, que concebe a literatura como uma prática social e visa desenvolver leitores por meio da mediação e da interação.
o paradigma social-identitário, que prioriza as obras representativas de grupos marginalizados com o objetivo mobilizar a literatura para questões políticas.
o paradigma analítico-textual, que reduz o ensino à estrutura e à forma interna da obra literária, tratando o texto como um objeto autônomo.
Leia o texto a seguir.
Para que a função utilitária da Literatura – e da arte em geral – possa dar lugar à sua dimensão humanizadora, transformadora e mobilizadora, é preciso supor – e, portanto, garantir a formação de – um leitor-fruidor, ou seja, de um sujeito que seja capaz de se implicar na leitura dos textos, de “desvendar” suas múltiplas camadas de sentido, de responder às suas demandas e de firmar pactos de leitura.
BNCC, Linguagens, Língua Portuguesa, Ensino Fundamental, p. 138.
Conforme o texto, para que a arte, com destaque para a Literatura, cumpra sua função mais elevada de transformar a essência do sujeito leitor, é necessário que a escola
promova o interesse dos alunos pelas obras e textos de autores estrangeiros, sobretudo os clássicos universais.
sugira aos alunos o trabalho de decodificação de palavras por meio do desenvolvimento de habilidades críticas.
oriente acerca da importância de obras literárias como meio para a melhorar a expressividade dos saberes linguísticos.
possibilite aos alunos identificarem aspectos simbólicos presentes na camada profunda dos textos literários.
Na Educação Integral, o ensino do texto literário deve estar focado na literatura como
arte da palavra, com ênfase na estética e no estilo literário, priorizando a análise da linguagem, das figuras de estilo e da estrutura textual.
expressão do autor, com ênfase na sua biografia, para entender as motivações, influências e experiências pessoais que moldaram sua escrita.
produto cultural e histórico, com ênfase na perspectiva historiográfica e na abordagem dos estilos de época de maneira linear e descritiva.
experiência estética e espaço de interação entre leitor e texto, com ênfase no diálogo entre diversas perspectivas literárias e sociais.
De acordo com a Matriz de Referência de Língua Portuguesa do SAEB, em um texto literário publicado simultaneamente em versão impressa e digital, o processo de compreensão do leitor envolve múltiplos fatores. Sobre esses fatores, assinale a alternativa correta:
A variação linguística presente nos diálogos dos personagens não afeta a compreensão do texto, pois a coerência e coesão são suficientes para garantir o sentido.
O suporte (impresso ou digital) não tem influência na compreensão do texto, pois o conteúdo permanece o mesmo independentemente do meio.
A presença de recursos expressivos, como metáforas, e a existência de relações intertextuais ampliam os efeitos de sentido, enriquecendo a experiência do leitor.
As características do gênero textual são irrelevantes para a compreensão, já que o leitor deve focar apenas no significado literal das palavras.
A coesão textual refere-se apenas à repetição de palavras para facilitar a compreensão, não tendo relação com a coerência do texto.
O papel da escola na formação literária é:
Consolidar o conhecimento acerca da nomenclatura e análise gramaticais alcançado pelos alunos.
Limitar o alcance cultural de cada aluno por meio da leitura de textos literários.
Expandir os limites culturais dos alunos somente por meio do ensino dos períodos literários.
Informar os alunos apenas a respeito dos períodos literários que norteiam os textos a serem lidos.
Relacionar os textos a serem lidos com as realidades culturais dos alunos.
Em uma escola pública do ensino fundamental II, a equipe pedagógica propôs trabalhar com obras da literatura juvenil no componente de Língua Portuguesa, buscando aproximar os estudantes de práticas mais autênticas de leitura.
Considerando as contribuições teóricas sobre o papel da literatura juvenil no processo formativo, bem como uma abordagem coerente com os pressupostos contemporâneos da leitura literária na escola, essa escola deve pressupor que:
A leitura de textos literários voltados ao público jovem contribui para o desenvolvimento de competências linguísticas formais, especialmente quando articulada ao estudo sistemático das estruturas narrativas e à identificação de recursos estilísticos.
A valorização da literatura juvenil como forma de expressão artística escolar exige critérios rigorosos de seleção estética, com vistas à constituição de repertório erudito que supere os apelos temáticos característicos do gênero.
A literatura destinada ao público juvenil é apropriada para o ensino formal desde que utilizada como suporte introdutório para a transição a obras clássicas, cuja complexidade exige preparação interpretativa prévia.
A abordagem da literatura juvenil em contextos pedagógicos implica reconhecer sua potência simbólica na mediação entre experiência subjetiva e pertencimento social, favorecendo processos de significação que mobilizam o leitor como sujeito histórico.
A inserção da literatura juvenil no currículo justifica-se pelo potencial de engajamento afetivo dos estudantes, devendo sua função pedagógica centrar-se na motivação para a leitura espontânea e no prazer estético imediato.
Sobre leitura crítica e letramento literário, analise as afirmativas sobre o papel da leitura na educação básica:
I. A leitura deve ser compreendida como um processo dinâmico, no qual o leitor atribui significados singulares às palavras, ultrapassando a mera decodificação.
II. O efeito de estranhamento nas obras literárias funciona como mecanismo de amadurecimento, transformação e ampliação da experiência crítica do leitor.
III. A leitura na escola deve ser interpretativa, objetiva de fatos e enredos, para garantir uniformidade de compreensão entre os alunos.
IV. O desenvolvimento das habilidades de leitura envolve estratégias múltiplas, que podem ocorrer simultânea ou sequencialmente, integrando competências cognitivas automáticas e conscientes.
V. A interação entre leitor e texto é essencial para a produção de sentidos e para a formação crítica e social do indivíduo.
A alternativa correta é:
Apenas I, II e IV estão corretas.
Apenas I, II e V estão corretas
Apenas II, III e IV estão corretas.
Apenas I, II, IV e V estão corretas.
Todas estão corretas.
De acordo com Lígia Chiappini de Moraes Leite (em GERALDI, 1997), quando uma obra como a de Machado de Assis é utilizada em sala de aula dentro de uma acepção tradicional de literatura, ela é concebida como
fruto da imaginação do autor, mesmo sem haver intenção literária.
forma de interação entre sujeitos, da qual emergem seus sentidos.
consagrada pela crítica, da qual decorre o seu status literário.
produto destinado especificamente à formação cívica dos leitores.
patrimônio cultural, devido a sua isenção ideológica e ao seu caráter não elitista.
Com relação ao ensino de literatura infantil e infanto-juvenil, assinale a alternativa que está de acordo com as posturas contemporâneas.
A criança é um adulto em miniatura; portanto, a escola deve utilizar os mesmos textos de adultos para as crianças.
O letramento acontece fora do meio escolar; assim, a escola deve preocupar-se só com a alfabetização formal através da literatura.
Crianças e adolescentes devem ser submetidos a diferentes tipos e gêneros textuais, além de signos verbais e não verbais.
Não se deve associar a literatura a gêneros como o teatro e o cinema, pois isso pode causar confusão no aprendizado pelas crianças.
Deve-se deixar as crianças e adolescentes lerem as obras que desejarem, sem nenhum direcionamento, para despertar o gosto pela literatura.
Leia o excerto:
“A literatura tem papel insubstituível na formação ética, pois permite ao leitor confrontar-se com situações humanas universais, compreendendo a diversidade cultural e reconhecendo-se como sujeito histórico.” (Adaptado de CANDIDO, 1972).
Considerando o ensino de literatura na escola, assinale a alternativa correta:
A leitura literária deve restringir-se à análise formal (métrica, estilo, figuras), secundarizando implicações éticas e identitárias.
A literatura deve ser concebida como mero entretenimento, sem impacto formativo significativo.
O texto literário, em sua didática, deve promover experiências estéticas que dialoguem com valores éticos, identitários e culturais.
A literatura infantil deve ser evitada, por não dispor de densidade crítica suficiente para a formação cidadã.
A BNCC recomenda priorizar apenas cânones universais de prestígio, afastando obras regionais ou populares.
Com base na leitura das obras A princesa que escolhia, de Ana Maria Machado, e Confissões de uma garota excluída, mal-amada e (um pouco) dramática, de Thalita Rebouças, uma professora solicitou aos estudantes, inicialmente, a escrita de um diário de leitura em que articulassem as narrativas lidas a vivências individuais e coletivas. Em seguida, como atividade avaliativa, demandou a escrita de uma autobiografia do leitor, para que pudessem apontar como os textos literários contribuíram para os modos de perceber a si mesmos.
Considerando o papel social da literatura infantojuvenil no processo de formação de leitor crítico, essa proposta pedagógica
revela uma estratégia didática pautada na recepção estética presente no processo individual de construção de sentidos, contribuindo para o desenvolvimento da competência literária.
apresenta uma concepção de leitura que considera o texto literário como objeto de estudo autocentrado em termos de análise simbólica, desafiando a criação de critérios avaliativos objetivos.
reflete uma prática de ensino alternativa à fruição da leitura que promove uma abordagem centrada nas interpretações e experiências do leitor, relativizando o papel da mediação docente.
ilustra uma tendência de ensino que articula literatura a temas sociais, implicando uma abordagem do texto literário como foco para a construção de identidades em detrimento das dimensões estéticas e ideológicas.
De acordo com a BNCC, a leitura dos textos literários, como o de Machado de Assis, deve “garantir a formação de um leitor-fruidor, ou seja, de um sujeito que seja capaz de se implicar na leitura dos textos, de ‘desvendar’ suas múltiplas camadas de sentido, de responder às suas demandas e de firmar pactos de leitura”.
Sob essa perspectiva, a literatura é concebida em função de sua
motivação educacional, pedagógica e prescritiva.
representação da realidade sem subterfúgios ficcionais.
isenção ideológica e do distanciamento de temas polêmicos.
dimensão humanizadora, transformadora e mobilizadora.
aproximação com a história da contemporaneidade.
(EM13LP49) Perceber as peculiaridades estruturais e estilísticas de diferentes gêneros literários (a apreensão pessoal do cotidiano nas crônicas, a manifestação livre e subjetiva do eu lírico diante do mundo nos poemas, a múltipla perspectiva da vida humana e social dos romances, a dimensão política e social de textos da literatura marginal e da periferia etc.) para experimentar os diferentes ângulos de apreensão do indivíduo e do mundo pela literatura.
(SÃO PAULO (Estado). Secretaria da Educação. Currículo paulista: etapa ensino médio. São Paulo: SEDUC, 2020.)
A habilidade transcrita permite entender que o ensino de literatura
restringe a abordagem literária politizada à literatura marginal e à periferia, a qual se concretiza nos romances sociais.
concebe os gêneros literários como uma forma de reprodução fiel da realidade, distanciando-se da visão tradicional da arte da escrita.
promove uma visão individualizada dos fatos sociais, que são transpostos em um número reduzido de gêneros literários.
visa ao conhecimento do indivíduo e do coletivo por meio de diferentes formas de apreensão da realidade por meio dos gêneros literários.
tem como objetivo sistematizar características de autores e obras e relacioná-los aos diferentes períodos da literatura nacional.