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Em uma escola pública do ensino fundamental II, a equipe pedagógica propôs trabalhar com obras da literatura juvenil no componente de Língua Portuguesa, buscando aproximar os estudantes de práticas mais autênticas de leitura.
Considerando as contribuições teóricas sobre o papel da literatura juvenil no processo formativo, bem como uma abordagem coerente com os pressupostos contemporâneos da leitura literária na escola, essa escola deve pressupor que:
A leitura de textos literários voltados ao público jovem contribui para o desenvolvimento de competências linguísticas formais, especialmente quando articulada ao estudo sistemático das estruturas narrativas e à identificação de recursos estilísticos.
A valorização da literatura juvenil como forma de expressão artística escolar exige critérios rigorosos de seleção estética, com vistas à constituição de repertório erudito que supere os apelos temáticos característicos do gênero.
A literatura destinada ao público juvenil é apropriada para o ensino formal desde que utilizada como suporte introdutório para a transição a obras clássicas, cuja complexidade exige preparação interpretativa prévia.
A abordagem da literatura juvenil em contextos pedagógicos implica reconhecer sua potência simbólica na mediação entre experiência subjetiva e pertencimento social, favorecendo processos de significação que mobilizam o leitor como sujeito histórico.
A inserção da literatura juvenil no currículo justifica-se pelo potencial de engajamento afetivo dos estudantes, devendo sua função pedagógica centrar-se na motivação para a leitura espontânea e no prazer estético imediato.