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Após ler o trecho a seguir, do ensaio “Gramática e...

Após ler o trecho a seguir, do ensaio “Gramática e política”, de autoria de Sírio Possenti, um professor de língua portuguesa do ensino médio decide que ensinará apenas as variações e não mais a língua padrão, posto que os alunos não precisam saber a nomenclatura gramatical em sala de aula:


“Do ponto de vista da história das línguas e das gramáticas, sabe-se que são os gramáticos que consultam os escritores para ver que regras eles seguem, e não os escritores que consultam as gramáticas para ver que regras devem seguir. Não faz sentido ensinar nomenclaturas a quem não chegou a dominar habilidades de utilização corrente e não traumática da língua escrita.” (extraído da obra O texto na sala de aula, organizado por Wanderley Geraldi).


Ao conversar com o colega, outro(a) professor(a) percebe a interpretação inadequada do texto e oferece uma outra, ressaltando que:


A

O ensino das variações linguísticas é desnecessário, pois todas as línguas variam.


B

A língua padrão é mais complexa do que as variações, por isso não se pode abrir mão de ensiná-la.


C

A nomenclatura gramatical é indispensável para corrigir o erro.


D

O ensino da língua padrão não se confunde com o ensino da nomenclatura gramatical.


E

O ensino da língua escrita só é possível se todos souberem a nomenclatura adequada.