

Seu próximo nível começa aqui
Seu desenvolvimento não pode ter limites. Garanta sua Assinatura Ilimitada e libere uma preparação completa com os melhores professores do Brasil.
AS QUESTÕES DE 1 A 16 ESTÃO RELACIONADAS AO TEXTO ABAIXO
TEXTO
1 Para o geneticista norte-americano James Watson, as “experiências” mostram que a inteligência
2 dos africanos (negros) não é igual à nossa (dele, que é branco), e citou uma dessas “experiências”: “Quem
3 tem que lidar com empregados negros sabe que isto é verdade.”
4 E olha que Watson não é qualquer um. É um pioneiro em pesquisas do DNA e ganhador do
5 Prêmio Nobel de Medicina em 1962.
6 Para o juiz Edílson Rumbelsperger Rodrigues, de Sete Lagoas (MG), a Lei Maria da Penha, que
7 aumenta as penas para agressões contra mulheres, é inconstitucional e apenas um “conjunto de regras
8 diabólicas”. E explicou: “O mundo é masculino” e a “desgraça humana começou por causa da mulher”.
9 E olha que Rumbelsperger Rodrigues não é qualquer um. É juiz, num país onde ainda há milhares
10 ou milhões de analfabetos.
11 Para o ex-governador Sérgio Cabral (PMDB), do Rio, aborto pode ser um bom remédio contra
12 a violência. Mas o aborto para as mulheres pobres, evidentemente, porque ele considerava que as altas
13 taxas de fertilidade nas favelas são “uma fábrica de produzir marginal”.
14 E olha que Cabral não era qualquer um. Era governador de um dos três principais estados do
15 Brasil e um nome em ascensão na política nacional, lembrado até 2010, hoje preso por corrupção.
16 Depois de dizerem o que queriam e ouvirem o que não queriam, o geneticista Watson, o juiz
17 Rumbelsperger e o ex-governador Cabral ficaram, um atrás do outro, tentando explicar que não era bem
18 assim e se desculpando por dizerem “asneiras”.
19 Não, meus caros, não foi. O que vocês disseram foi muito mais profundo e mais grave do que
20 meras asneiras, pelo caráter do que foi dito e pelo grau de responsabilidade de quem o disse. Cada passo
21 à frente contra o racismo e o preconceito exige enorme esforço. Coisas assim são milhões de passos atrás.
22 Em que mundo nós estamos? E onde vamos afinal parar?
Adaptado – Revista Veja
Sobre os mecanismos linguísticos usados no texto, é verdadeiro o que se afirma em
O verbo “lidar” (L.3) apresenta-se com a mesma regência que “produzir” (L.13).
A expressão “milhares ou milhões de analfabetos” (L.9/10) continuará exercendo a mesma função sintática se o verbo haver, presente no contexto em que ela se encontra, for substituído por existir.
A partícula “o”, em “Depois de dizerem o que queriam e ouvirem o que não queriam” (L.16), nas duas ocorrências, exerce a mesma função sintática, embora quanto à classe gramatical seja pronome demonstrativo nas duas ocorrências.
A declaração “Não, meus caros, não foi.” (L.19) apresenta, entre vírgulas, um termo explicativo.