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Leia o texto 2 para responder as questões 6 a 8.
Vícios Tolerados
Ficam longe de animadores os resultados de uma pesquisa de opinião sobre ética realizada pela Universidade de Brasília entre cidadãos de todo o país e também com servidores públicos de sete unidades federativas. Como resultado, só 59% éticos na população geral; 26% não éticos e outros 13%, às vezes.
Entre servidores públicos, variam as cifras, mas não o panorama: 51% "éticos", 19% "não-éticos" e 22%, às vezes. Pode-se argumentar, com razão, que o conceito comum sobre ética é vago, quase vazio. Um terço dos que já ouviram falar disso alegam não saber do que se trata.
Abstrações à parte, a consulta abrangeu também situações muito presentes, como o nepotismo. No plano sociológico, pode-se até compreender que uma parte dos servidores avalie a prática como permissível. Afinal, são seus maiores beneficiários, estando ali: 37% por indicação de parentes, políticos ou amigos, e menos da metade por concurso (44%).
Bem mais inquietante é a popularidade do nepotismo entre cidadãos comuns. Metade dos ouvidos afirmou que contrataria parentes para um cargo público, se tivessem oportunidade. A população parece inclinar-se por chancelar, na esfera privada, o que condena na vida pública.
Essa contradição é uma das marcas da vida nacional - e provavelmente se verifica, em graus variados, em outros países. Cabe à lei o papel de conter as inclinações pessoais. Deixadas à vontade, elas corroem a possibilidade de uma nação percorrer o longo caminho civilizatório.
(Adaptado de Vícios Tolerados em Folha de São Paulo – Caderno Opinião São Paulo, quinta-feira, 06 de novembro de 2008).
“Essa contradição é uma das marcas da vida nacional...”
A expressão grifada, retoma, no texto:
A atuação dos servidores públicos.
O comportamento dos cidadãos comuns.
A impossibilidade de uma nação se civilizar.
A falta de lei para inibir as inclinações pessoais.