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Em “A rosa que se despede de si mesma, o espelho onde pousa...

Leia o fragmento de texto a seguir:

Da solidão

Há muitas pessoas que sofrem do mal

da solidão. Basta que em redor delas se arme o

silêncio, que se manifeste aos seus olhos

nenhuma presença humana, para que delas se

5 apodere imensa angústia: como se o peso do

céu desabasse sobre a sua cabeça, como se

dos horizontes se levantasse o anúncio do fim

do mundo.

No entanto, haverá na terra verdadeira

10 solidão? Não estamos todos cercados por

inúmeros objetos, por infinitas formas da

Natureza e o nosso mundo particular não está

cheio de lembranças, de sonhos, de ideias, que

impedem total solidão?

15 Tudo é vivo e tudo fala, em redor de nós,

embora com vida e voz que não são humanas,

mas que podemos aprender a escutar, porque

muitas vezes essa linguagem secreta ajuda a

esclarecer o nosso próprio mistério.

(...)

20 Tudo palpita em redor de nós, e é como

um dever de amor aplicarmos o ouvido, a vista,

o coração a essa infinidade de formas naturais

ou artificiais que encerram seu segredo, suas

memórias, suas silenciosas experiências.

25 A rosa que se despede de si mesma, o espelho

onde pousa o nosso rosto, a fronha por onde se

desenham os sonhos de quem dorme, tudo,

tudo é um mundo com passado, presente,

futuro, pelo qual transitamos atentos ou

30 distraídos.

(...)

Oh! Se vos queixais de solidão humana,

prestai atenção, em redor de vós, a essa

prestigiosa presença, a essa copiosa linguagem

que de tudo transborda, e que conversará

35 convosco interminavelmente.

(MEIRELES, Cecília. Escolha seu sonho. 4ª. Ed.,Rio de Janeiro: Record, s/d, páginas 35-37)

Em “A rosa que se despede de si mesma, o espelho onde pousa o nosso rosto, a fronha por onde se desenham os sonhos de quem dorme, tudo, tudo é um mundo com passado, presente, futuro, pelo qual transitamos atentos ou distraídos.” (linhas 25-30), “tudo, tudo” opera como expressão:


A

catafórica


B

encapsuladora


C

indeterminadora


D

sinônima