Imagem de fundo

O poeta exprime em seus versos:

Texto 2


Deixa-me seguir para o mar


Tenta esquecer-me... Ser lembrado é como

evocar-se um fantasma... Deixa-me ser

o que sou, o que sempre fui, um rio que vai fluindo...


Em vão, em minhas margens cantarão as horas,

me recamarei de estrelas como um manto real,

me bordarei de nuvens e de asas,

às vezes virão em mim as crianças banhar-se...


Um espelho não guarda as coisas refletidas!

E o meu destino é seguir... é seguir para o Mar, as imagens perdendo no caminho...

Deixa-me fluir, passar, cantar...


toda a tristeza dos rios é não poderem parar!

nem olhava o relógio

seguia sempre em frente…


E iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas.


Mario Quintana (1906-1994)


As questões de 37 a 40 dizem respeito ao texto 2.

O poeta exprime em seus versos:


A

O desejo de continuar estático, apenas apreciando, por isso se prende à imagem do espelho.


B

Os versos apresentam um gênero discursivo em que a métrica é condição obrigatória.


C

O afã presente na emissão do pensar do poeta, evidencia o âmago pessimista, sem ansiar por mudança.


D

O sentido da não mudança, de querer parar por não perceber incentivo para dar continuidade a sua caminhada.


E

O anseio de sair em liberdade, sem amarras, sem olhar a passagem do tempo, lançando ao léu, o passado.