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A linguagem e a estrutura do texto permitem considerar que...

Considere o texto a seguir para responder às questões de 7 a 10.


O dinheiro é um dos elementos vitais de uma economia. Sem ele, seríamos forçados a praticar o escambo, ou seja, a trocar bens ou a oferecer um favor ou um serviço para pagar por alguma coisa. Assim como a comunicação entre duas pessoas fica bem mais fácil quando ambas falam a mesma língua, em vez de confiarem em gestos e ruídos, o dinheiro proporciona um meio de troca simples, sem o qual qualquer transação ficaria insuportavelmente complicada.

Em países onde as pessoas perdem a fé no dinheiro – talvez por culpa da hiperinflação –, geralmente recorrem a uma economia de escambo. No final da década de 1980, quando a União Soviética entrou em colapso, muitos começaram a usar cigarros como moeda. Porém, as economias à base do escambo são muito ineficazes – imagine se tivesse de levar uma oferta atraente e diferente de serviços ou de bens todas as vezes que fosse fazer compras. Seria melhor ficar em casa.

Além dessa função primária como meio de troca, o dinheiro tem outros dois propósitos. Primeiro, é uma unidade de contagem, o que significa que é um parâmetro em relação ao qual as coisas podem ser precificadas, ajudando-nos a julgar o valor de alguma coisa. Segundo, é um depósito de valor, o que significa que não vai perder o seu valor com o tempo – embora seja discutível se o moderno papel-moeda cumpre essa função. Todos estão familiarizados com o que seja dinheiro – notas de dólar, moedas de libra, centavos de euro e outros tipos de divisa – mas, tecnicamente, qualquer tipo de unidade negociável pode ser tratada como dinheiro: por exemplo, conchas, joias, cigarros e drogas (estes dois últimos costumam servir como dinheiro em prisões). E, mais do que antes, hoje o dinheiro constitui um fluxo invisível de crédito – dinheiro emprestado – entre emprestadores e tomadores.

É possível distinguir duas categorias principais de dinheiro:

Dinheiro-mercadoria Tem um valor intrínseco, embora não seja de fato uma forma de dinheiro. Provavelmente, o ouro seria o exemplo mais óbvio, pois pode ser usado para fabricar joias e é um metal muito importante na indústria. Outros tipos de dinheiro-mercadoria incluem prata, ouro, cobre, alimentos (como o arroz e pimenta em grãos), bebidas, cigarros e drogas.

Dinheiro fiduciário É um dinheiro sem valor intrínseco. Derivado do latim “confiança” (fidúcia), pois seu valor depende de se confiar no governo que decretou que moedas e notas de valor intrínseco desprezível valem legalmente determinadas importâncias. Esse é o sistema atuante nas economias avançadas da atualidade. As notas de dólar são emitidas pela Reserva Federal e pelo Tesouro norte-americano (...) Originalmente, o papel-moeda podia ser convertido em dinheiro-mercadoria, e assim, tecnicamente, o cidadão podia exigir certa quantidade de ouro em troca por suas notas de dólar. No entanto, desde 15 de agosto de 1971, por ordem do presidente Nixon, a conversibilidade cessou e o dólar tornou-se dinheiro fiduciário puro. A estabilidade das moedas fiduciárias depende da fé que a população deposita no sistema legal do país e na credibilidade econômica do governo.


(Edmund Conway, em 50 ideias de economia que você precisa conhecer. São Paulo: Planeta, 2015, p. 66-68)

A linguagem e a estrutura do texto permitem considerar que seu principal objetivo é:


A

Metalinguístico.


B

Informativo.


C

Persuasivo.


D

Narrativo.