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Atentando-se para as normas gramaticais, está plenamente...

Atenção: Para responder às questões de números 5 a 8, baseie-se no texto abaixo, um excerto do Tratado sobre a tolerância, publicado em 1763, pelo filósofo iluminista francês Voltaire (1694-1778).


[A voz da natureza]


A natureza diz a todos os homens: fiz todos vós fracos e ignorantes, para vegetarem alguns minutos na terra e para adubaremna com vossos cadáveres. Como sois fracos, socorrei-vos; como sois ignorantes, esclarecei-vos e tolerai-vos. Quando tiverdes todos a mesma opinião, o que certamente não acontecerá jamais, quando houver um único homem de opinião contrária, deveríeis perdoá-lo: afinal sou eu que o faço pensar como ele pensa.

Eu vos dei braços para cultivar a terra e uma pequena luz de razão para vos conduzir; coloquei em vossos corações um germe de compaixão para que uns ajudem os outros a suportar a vida. Não abafeis esse germe, não o corrompais, aprendei que ele é divino, e não substituais a voz da natureza pelos miseráveis furores da escola. Sou apenas eu que ainda vos une, sem que o desconfieis, por vossas necessidades mútuas, mesmo em vossas guerras cruéis tão ligeiramente empreendidas, teatro eterno dos erros, dos acasos e das infelicidades.

Sou apenas eu que, em uma nação, impede as sequências funestas da divisão interminável entre a nobreza e a magistratura, entre esses dois corpos e o do clero, entre o burguês e o cultivador. (...) Parai, afastai esses destroços funestos que são vossa obra e continuai comigo em paz no edifício inabalável que é o meu.


(Adaptado de: VOLTAIRE, op. cit. Trad. Ana Luiza Reis Bedê. São Paulo: Martin Claret, 2017, p. 98-99)

Atentando-se para as normas gramaticais, está plenamente clara, coesa e correta a redação deste livre comentário sobre o texto:


A

As providências em que os homens deveriam se ater para benefício próprio, na perspectiva da natureza, ligam-se ao uso da razão, a quem lhes cabe cultivar.


B

Se a natureza nos fez fracos e incultos, nem por isso deixou de legar-nos as virtudes onde podemos encontrar um meio de nos reabilitarem.


C

O germe divino, de cuja força deveríamos nos inspirar, é o legado de que a natureza se faz portadora para afugentarmos os vícios da nossa formação.


D

As necessidades que nos afligem são também um fator que favorece a nossa união, constituindo-se assim um amparo insuspeito que devemos à natureza.


E

Não deveriam caber aos homens tal veneração face os instintos destrutivos que os levam às guerras e aos desastres outros onde querem se isentar.