Imagem de fundo

Muitos creem numa sua vocação profunda, e atribuem a essa...

Atenção: Para responder às questões de números 6 a 10, baseie-se no texto abaixo


(Expectativa e desempenho nossos)


Numa cultura como a nossa, que valoriza o indivíduo, espera-se de cada um que se faça ouvir e reconhecer pelo que tem de mais singular. Um dos grandes imperativos da época diz que é preciso expressar-se a qualquer preço. E acreditamos automaticamente que, se pudéssemos procurar fundo nas nossas tripas, encontraríamos pérolas. "Eu sou advogada, mas lá no fundo sou poeta ou romancista", "Eu sou engenheiro, mas lá no fundo sou viajante como Amyr Klink." Eu sou médica, mas há uma bailarina dentro de mim. O vínculo social tenta nos definir, mas a criatividade nos resgatará.

Valorizamos o indivíduo em suas expressões idealmente mais singulares. Portanto, as relações sociais nos parecem sempre Imagem associada para resolução da questãosuspeitas: será que elas não ameaçam a expressão de nossa subjetividade única e original? Apesar dos outros, que nos identificam socialmente, imaginamos que é possível ser "nós mesmos" e produzir algo de mais valor.

Muitos acabam pensando que, se não seguem sua vocação, é por causa do parceiro com quem vivem. "Não posso deixar de Imagem associada para resolução da questãotrabalhar, e à noite, quando volto para casa, não dá. Precisaria de solidão para tocar, escrever, pensar, treinar. Pedem de mim toda a Imagem associada para resolução da questãoatenção e não há como não conversar." Em suma, as necessidades da vida em família seriam responsáveis por nossas falências expressivas.

Surpresa e mistério: quando a reivindicação consegue ser satisfeita, ocorre um imprevisto: aliviado dos compromissos e das responsabilidades sociais, sozinho e com o tempo que pediu a Deus, livre e desembaraçado, o indivíduo nada cria, nada produz. O tempo e o espaço agora reservados ao seu gênio transformaram-se em caricatura de seus anseios de adolescência.


(Adaptado de: CALLIGARIS, Contardo. Terra de ninguém. São Paulo: Publifolha, 2004, p. 299-300)


Muitos creem numa sua vocação profunda, e atribuem a essa vocação tanto mérito que não sabem como justificar que todos ignorem essa sua vocação, que não haja quem logo reconheça a força dessa vocação.


Evitam-se as viciosas repetições da frase acima substituindo-se os elementos sublinhados, na ordem dada, por:


A

lhe atribuem - a ignorem - lhe reconheça a força


B

a atribuem - a ignorem - em sua força


C

atribuem à ela - lhe ignorem - a reconheça como força


D

à qual atribuem - ignorem-na - reconheça a força da mesma


E

lhe atribuem - lhe ignorem - à força dela reconheceria