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Leia o texto a seguir para responder às questões 08, 09 e 10.
O homem não vive só de pão, nem de know-how, segurança, filhos ou sexo. As pessoas no mundo inteiro empregam o máximo de tempo que podem em atividades que, na luta para sobreviver e reproduzir-se, parecem sem sentido. Em todas as culturas, as pessoas contam histórias e recitam poesia. Elas gracejam, riem, caçoam. Cantam e dançam. Decoram superfícies. Executam rituais. Refletem sobre as causas da sorte e do azar e têm crenças acerca do sobrenatural que contradizem tudo o mais que conhecem sobre o mundo. Inventam teorias sobre o universo e o lugar que nele ocupam.
Como se isso já não fosse suficientemente intrigante, quanto mais biologicamente frívola e vã é uma atividade, mais as pessoas a exaltam. Arte, literatura, música, sátira, religião e filosofia são consideradas não só deleitantes, mas nobres. São a melhor obra da mente, o que faz a vida digna de ser vivida. Por que nos empenhamos pelo trivial e pelo fútil e os vivenciamos como sublimes? Para muitas pessoas instruídas, essa pergunta parece horrivelmente filistina, até imoral. Mas ela é inevitável para quem quer que se interesse pela constituição biológica do Homo sapiens.
PINKER, Steven. Como a mente funciona. São Paulo: Cia das Letras, 1998. p. 546. [Fragment.
Conforme Koch (2002, p. 40), “a coesão sequencial diz respeito aos procedimentos linguísticos por meio dos quais se estabelecem, entre segmentos do texto (enunciados, partes de enunciados, parágrafos e sequências textuais), diversos tipos de relações semânticas e/ou pragmáticas, à medida que se faz o texto progredir”. Essa progressão textual pode se dar por meio da sequenciação frástica e/ou da sequenciação parafrástica.
Com base nessa informação, assinale a alternativa INCORRETA sobre a relação entre o recurso de sequenciação e sua respectiva designação.
“Tanto dançou que se cansou.” – sequenciação parafrástica com relação discursivo-argumentativa causal.
“O conhecimento é muito importante para a vida. Mas a vida é muito pequena para o conhecimento.” – sequenciação frástica com relação discursivo-argumentativa por contrajunção.
“O que se planta é o que se colhe, isto é, o que fazes hoje é o que recebereis amanhã.” – sequenciação parafrástica por recorrência de conteúdo semântico.
“Será que vou ou não?” – sequenciação frástica com relação lógico-semântica de disjunção.