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“Ele ‘queira evitar’ experiências que levaram a um trauma...

Texto para as questões de 1 a 10.


Memória muscular: saiba quanto tempo o corpo leva para esquecer o treino


1 Entenda o motivo que faz a volta ao treino demorar mais do que você gostaria para conseguir levantar os mesmos

pesos.

Quando nunca treinamos, é difícil começar; mas, quando retornamos à academia após um tempo parado, a sensação

é de que o corpo responde melhor e mais rápido, fazendo com que o recomeço não seja tão difícil ou frustrante. Poderia ser

5 a chamada “memória muscular” – mas os músculos, na verdade, não têm memória. O que chamamos disso é uma junção de

fatores musculares e neurais, registrados pelo sistema nervoso, que tendem a facilitar a retomada do exercício, mesmo após

algum tempo sem treinar.

Uma vez que o seu corpo já experimentou um movimento e já esteve na condição de melhor forma física, o organismo

conhece o caminho neural de produção de substâncias necessárias e até de conhecimento de treino, conta doutora em

10 neurociências e comportamento pelo Instituto de Psicologia (IP), da Universidade de São Paulo (USP), Andrea Peterson

Zomignani.

De acordo com a pesquisa publicada na revista Cell Physiology neste ano, existem evidências de que o tecido muscular

pode ser “preparado” por experiências anteriores positivas com o treinamento de força. Essa preparação pode aumentar

as capacidades adaptativas a um estímulo posterior, mesmo após longos períodos longe da academia, explica João Paulo

15 Manechini, coordenador do curso de Educação Física do Centro Universitário Estácio de Ribeirão Preto, no interior de São

Paulo.

"Essa experiência positiva auxilia no processo hiportrófico e no ganho de força, mas muito mais relacionado a um

aspecto coordenativo (neuromuscular) do que exclusivo do músculo em si", afirma Manechini.

As adaptações positivas do corpo levam algumas semanas para que a memória muscular seja “gravada”. Ou seja, não

20 adianta treinar uma semana e esperar que o cérebro mande informações declaradas para os músculos crescerem, sendo que

você treinou por apenas pouco tempo e fez poucas repetições.

Um estudo da Universidade de Brown, nos Estados Unidos, publicado na Frontiers in Physiology, mostrou que essas

adaptações neuromusculares positivas acontecem em um período médio de quatro semanas.

E também não vale ficar meses sem ir à academia e querer que o cérebro mande rapidamente as instruções para os

25 músculos crescerem. O efeito do “destreinamento” é muito mais rápido do que o treinamento.

O mesmo estudo de Brown apontou que a partir de 2 semanas de inatividade, perdas neuromusculares (massa e força)

começam, e tornam-se mais acentuadas à medida que o sedentarismo se prolonga, podendo influenciar, inclusive,

os aspectos coordenativos e de aprendizado. “Em doze semanas já é possível, sem nenhum tipo de treinamento, o

corpo já voltar a um estado próximo ao pré-treino, a nível de memória”, conta Andrea. Assim como a gente não esquece como

30 andar de bicicleta, não é como se voltássemos para a academia sem saber ligar a esteira, mas a resposta do corpo já é menor.

Os especialistas ainda destacam que experiências negativas atrapalham o retorno ao treino, pois nosso corpo possui

mecanismos que fazem com que ele “queira evitar” experiências que levaram a um trauma anterior.

Movimentos ou exercícios que geram dor, desconforto ou te causaram algum tipo de lesão mais severa, podem ser

registrados como “lembranças ruins” e, portanto, responder mal aos estímulos.


Disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br/saude/memoria-muscular-saiba-quanto-tempo-o-corpo-leva-para-esquecer-o-treino/

“Ele ‘queira evitar’ experiências que levaram a um trauma anterior”.


“Que tendem a facilitar a retomada do exercício”.


Sobre o possível emprego do acento grave nos excerto acima, é correto afirmar que:


A

Substituir “trauma” por “lesão” ocasionará crase obrigatoriamente; substituir “facilitar” por “fácil” não ocasionará crase obrigatoriamente.


B

Substituir “trauma” por “lesão” ocasionará crase obrigatoriamente; substituir “facilitar” por “fácil” ocasionará crase.


C

Substituir “trauma” por “lesão” não ocasionará crase; substituir “facilitar” por “fácil” ocasionará crase obrigatoriamente.


D

Substituir “trauma” por “lesão” não ocasionará crase; substituir “facilitar” por “fácil” não ocasionará crase obrigatoriamente.