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Texto para as questões de 1 a 5.
1 Atualmente, a saúde mental de crianças e de
adolescentes está em pauta nos debates de diversos
campos da saúde. Além disso, é alvo das políticas
4 públicas brasileiras, as quais compreendem que esse
público necessita de um atendimento especializado, que
leve em consideração o perfil e as necessidades dessa
7 faixa etária. No entanto, a saúde mental infantil passou
por um longo percurso de descaso e marginalização e,
portanto, a construção de estratégias destinadas a esse
10 público configura‑se como um desafio recente.
À época do Brasil colonial, por exemplo, as
taxas de mortalidade infantil eram altas. Muitas crianças
13 eram abandonadas, enquanto outras eram submetidas
a autoridades muito rígidas e severamente castigadas, o
que culminava no surgimento de problemas emocionais.
16 Esse quadro caracterizava uma situação de negligência
e de descaso com a infância, a qual só começaria a
se modificar no final século XIX, quando os médicos
19 higienistas passaram a criticar essa situação e a defender
melhores condições de saúde e de vida para as crianças.
É em razão de reivindicações como essas, por
22 um cuidado maior com a infância, que surgem, no século
XX, os primeiros espaços em hospitais psiquiátricos
destinados exclusivamente ao público infantil. Surgem
25 também outras instituições que estavam preocupadas
com a saúde mental das crianças, como as clínicas de
orientação infantil e os laboratórios e institutos de
28 psicologia. Esses espaços visavam prevenir o surgimento
de transtornos mentais e promover o reajustamento
das crianças à escola. Diversas instituições (como o
31 Laboratório de Psicologia da Escola de Aperfeiçoamento
Pedagógico e o Instituto Pestalozzi) e pesquisas
conduzidas à época evidenciam a estreita relação entre
34 a saúde mental e a educação desde o início do século XX,
como o de Vieira de Mello, intitulado “Débeis mentais na
escola pública”, publicado em 1917.
Internet: <www.pepsic.bvsalud.org> (com adaptações).
Texto para as questões de 6 a 10.
1 Para a Organização Mundial de Saúde (OMS), da
ONU, não basta levar uma vida livre de doenças. A saúde,
4 segundo a OMS, compreende o completo bem‑estar
físico, mental e social. Isso significa que promover a
saúde depende de cada um, do coletivo e das políticas
públicas; é uma empreitada que possui várias frentes.
7 A maior preocupação da ONU, atualmente, são
as mortes consideradas evitáveis, que ainda ocorrem em
muitas partes do globo. São mortes que poderiam ter
10 sido prevenidas, total ou parcialmente, por ações efetivas
dos serviços de saúde ou por políticas públicas. Entram
nessa categoria, por exemplo, a mortalidade materna, a
13 neonatal e a prematura, que têm altas taxas em alguns
países. Os dados apresentados pelas Nações Unidas
mostram que alguns avanços têm sido alcançados nessa
16 área: desde 1990, os índices de mortalidade materna
diminuíram 45% em todo o Planeta.
A mortalidade e as infecções por doenças que
19 podem ser prevenidas e tratadas também registraram
queda nas últimas décadas. Nos últimos trinta anos, o
número de crianças mortas por doenças como AIDS,
22 tuberculose e malária caíram pela metade – resultado
de iniciativas globais de prevenção. Novas infecções
por HIV caíram mais de 30% entre 2000 e 2013, e mais
25 de 6,2 milhões de pessoas deixaram de ser infectadas
por malária.
Apesar do progresso, mais de 6 milhões de
28 crianças continuam morrendo, anualmente, antes de
completarem o quinto aniversário. Isso ocorre, em
grande parte, por conta de doenças que podem ser
31 prevenidas, como a tuberculose e o sarampo. A AIDS
ainda é a principal causa de morte entre adolescentes da
África subsaariana. E a mortalidade materna é um grande
34 problema em muitas áreas rurais, onde apenas 56% dos
partos são feitos por profissionais qualificados.
Internet: <www.ufmg.br> (com adaptações).
O segundo período do texto, em relação ao primeiro, pode ser considerado uma
conclusão.
explicação.
causa.
condição.
retificação.