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No quarto parágrafo, o verbo “furtara” e a locução verbal...

Leia o texto 2 a seguir para responder às questões de 05 a 08.


Texto 2


Furto de flor


Furtei uma flor daquele jardim. O porteiro do edifício cochilava e eu furtei a flor.

Trouxe-a para casa e coloquei-a no copo com água. Logo senti que ela não estava feliz. O copo destina-se a beber, e flor não é para ser bebida.

Passei-a para o vaso, e notei que ela me agradecia, revelando melhor sua delicada composição. Quantas novidades há numa flor, se a contemplarmos bem.

Sendo autor do furto, eu assumira a obrigação de conservá-la. Renovei a água do vaso, mas a flor empalidecia. Temi por sua vida. Não adiantava restituí-la ao jardim. Nem apelar para o médico das flores. Eu a furtara, eu a via morrer.

Já murcha e com a cor particular da morte, peguei-a docemente e fui depositá-la no jardim onde desabrochara. O porteiro estava atento e repreendeu-me: - Que ideia a sua, vir jogar lixo de sua casa neste jardim!


ANDRADE, Carlos Drummond. Contos plausíveis. Rio de Janeiro: José Olympio, 985. p.80.

No quarto parágrafo, o verbo “furtara” e a locução verbal “via morrer”, respectivamente, foram empregados nos tempos


A

pretérito mais-que-perfeito e pretérito imperfeito.


B

futuro do presente e pretérito mais-que-perfeito.


C

futuro do pretérito e pretérito perfeito.


D

presente e pretérito mais-que-perfeito.


E

presente e futuro do pretérito.