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Texto II (este texto sofreu algumas alterações de ordem gramatical) 1 Tratar do acesso ...

Texto II (este texto sofreu algumas alterações de ordem gramatical)


1 Tratar do acesso ao ensino superior pressupõe compreender seus mecanismos de seleção e a relação entre a mobilidade e acessibilidade dos candidatos. Nesse sentido, a mobilidade espacial (ou geográfica) varia em função da combinação de condições intrínsecas — essencialmente a condição econômica de cada indivíduo — e extrínsecas — variáveis externas relacionadas a cada fração do espaço, indicando a acessibilidade de cada lugar. Da relação entre sua mobilidade e a acessibilidade do subespaço em que vive, um indivíduo pode ter sua capacidade de criar interações espaciais ampliadas ou reduzidas.

2 A desigualdade de condições de mobilidade espacial entre os candidatos dos cursos superiores entra diretamente em conflito com o pressuposto mais fundamental da educação, este direito de todos e dever do Estado: a igualdade de condições para o acesso e a permanência, conforme o art. 206 da Constituição Federal de 1988 – CF/1988 (Brasil, 1988).

TERAMATSU, G.; STRAFORINI, R. Capítulo 3 – do ENEM ao SISU: Cartografia da interiorização do acesso à educação superior no Brasil. In: Universidade e território: ensino superior e desenvolvimento regional no Brasil do século XXI. Brasília, DF: Ipea, 2022. Adaptado. Disponível em: https://portalantigo.ipea.gov.br/portal/images/stories/PDFs/livros/livros/214076_lv_ut_miolo_cap03.pdf. Acesso em: 28 nov. 2023. Adaptado.


A passagem textual em que se apresenta adequadamente, entre colchetes, o referente do termo destacado é:


A

Universidades são, por excelência, instituições multiescalares, ou seja, têm a capacidade de articular, a um mesmo tempo, elementos das escalas nacional e internacional, sem que isso, porém, tenha efeitos espontâneos e automáticos para seu entorno imediato local e regional — daí a conhecida metáfora da “torre de marfim”. [elementos das escalas nacional e internacional]


B

O autor se refere à interiorização da universidade multicampi, mas também podemos questionar se a natureza jurídica da organização administrativa possui alguma influência nas externalidades potenciais da IES. De fato, o processo de interiorização da educação superior no Brasil, para o qual concorrem políticas públicas e, principalmente, interesses privados, é complexo, e esta é uma questão por desvendar. [processo de interiorização da educação superior no Brasil]


C

Concomitantemente à implantação das mencionadas políticas públicas que orientaram o crescimento interiorizado da educação superior, e mesmo anteriormente, é possível localizar um processo de interiorização do Enem, este instituído pelo governo federal em 1998. [processo de interiorização do Enem].


D

Como ponto de partida, compreendemos o acesso à educação superior como um problema geográfico e que, do ponto de vista do método, a relação entre território e educação pode ser operacionalizada pela categoria formação socioespacial (Santos, 1977). Isso nos permite compreender que a educação superior é uma variável espacial que, em cada período, participa da divisão territorial do trabalho. [acesso à educação superior]


E

De todo modo, qualquer análise, sem superestimar o papel individual das IES no processo de desenvolvimento regional, deve considerar a indissociabilidade entre o público e o privado na educação superior brasileira — traço muito evidente quando se considera a estratégia de seleção massificada para a universidade pública por meio do Enem, que também tem sido aproveitada para a concessão de bolsas de estudos e financiamento em instituições particulares. [Enem]